quinta-feira, 20 de maio de 2010

Uma vila pacata e com espírito automobilístico

Muitas vezes acreditamos que ao redor de um autódromo se envolve uma cidade tomada pelas exigências do mundo capitalista e refém das infinitas modernidades. Metrópoles recheadas de grandes construções, pólos tecnológicos, vida urbana agitada, alta população e agito são apenas algumas das características dos grandes municípios desenvolvidos.
Mas ainda há espaço para a tranquilidade e fuga do convencional. Aquele famoso lugar pacato, longe dos problemas da selvageria de uma civilização cada vez mais fomenta pela correria lucrativa do dia-a-dia. Melhor ainda seria juntar toda essa calmaria ao ronco dos motores de competição, única exceção quando o assunto é barulho em alto tom.
A diminuta vila de Elkhart Lake traz o sossego ausente nos grandes centros urbanos
Pois bem, esse lugar existe e se chama Elkhart Lake. Nada de maravilhas arquitetônicas luxuosas como Dubai, muito menos a correria do trânsito e do fluxo de pedestres de Tóquio ou São Paulo. Pelo contrário, Elkhart Lake é tão pequena, mas tão pequena que é daquele tipo que quando um acidente acontece, vira fato comentado por dias a fio.
O estado norte-americano de Wisconsin abriga a pequena vila, que até hoje mantém a aparência antiquada típica dos pequenos vilarejos estadunidenses. A modesta população de 1021 habitantes (segundo o censo de 2000) possui forte influência europeia, principalmente dos alemãs, já que 55% dos moradores do vilarejo são de origem da terra de Schumacher.
Pertencente ao Condado de Sheboygan, Elkhart Lake só foi ganhar alguma notoriedade na década de 50, quando começou a sediar eventos de corrida nas estradas da região para posteriormente passar ao autódromo de Road America, história que já contamos no nosso texto anterior. Inclusive, o circuito se encontra a algumas milhas na região sul da vila.
O tradicional concurso da revista Road & Track sempre reúne um grande número de carros no vilarejo
Os diminutos 3,3 km² de área territorial fazem da pacata vila um local com alta densidade demográfica, na casa dos 305,6 hab/km². O que não dá para negar é que sua população não vive no conforto apenas proporcionado pela distância do estressante cotidiano das metrópoles. A renda per capita de sua população chega a ótimos US$ 27.873.
Obviamente, o autódromo de Road America acabou se tornando o principal item de atração turística ao local, atraindo milhares de fãs e torcedores nos grandes eventos automobilísticos. No entanto, nem só de corridas vive Elkhart Lake. Anualmente, a conceituada revista Road & Track realiza o Concours d'Elegance, um concurso de automóveis onde os carros participantes saem do circuito de Road America e estacionam pelo vilarejo. Os candidatos são julgados pela revista, que escolhe o carro mais belo do festival. A atração reúne sempre muitos fãs no local, que tomam conta das ruas do vilarejo.
As construções antigas e a presença da natureza são o panorama dominante em Elkhart Lake
Além da paixão pelos veículos, Elkhart Lake proporciona a seus moradores e visitantes muitos programas culturais e esportivos, como o belo Aspira Spa, o belo complexo de golfe Quit Qui Oc Golf Club, uma variedade de esportes aquáticos e muita música ao vivo.
Tudo isso aliado a um ótimo padrão de vida e estrutura oferecidos aos seus habitantes, como educação, segurança, lazer e qualidade de serviços. Certamente, eles não têm do que reclamar!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Um pouco de história: Road America

Nesta fase final da sua 7ª temporada, o GPL Brasil deixa as terras europeias e parte agora para a terra do Tio Sam, onde as máquinas de 1965 irão roncar seus motores neste próximo domingo, 23 de maio. O palco do próximo espetáculo só não chega a ser uma unanimidade na aprovação dos fãs do automobilismo devido ao fato do circuito de Road America se localizar nos Estados Unidos, terra não muito tradicional no palco da F1 e vista com olhares tortos por muitas pessoas.
Mas, se por um lado os ciruitos norte-americanos desagradam pelo excesso de pistas ovais, traçados de rua ou alguns mistos sem tantas emoções. Road America é uma enorme exceção à regra. Um circuito à moda antiga, diria, já que o traçado relativamente longo contrasta com uma paisagem repleta de verde, curvas de todos os tipos, subidas e descidas, pontos de ultrapassagem. Enfim, um traçado completo.

O traçado atual de Road America se mantém praticamente inalterado desde sua criação, em 1955
Chamado por muitos de Elkhart Lake - cidade onde o autódromo se localiza -, o circuito permanente teve suas origens na década de 50, completando quase 60 anos de história. Mas a história das corridas em Elkhart Lake remete a um passado de alguns anos anteriores.
Nos fins da década anterior, a realização de corridas em estradas estava se tornando popular nos EUA. Como não poderia deixar de ser, o Sports Car Club of America da região de Chicago, em parceria com a Vila de Elkhart Lake, organizou a primeira corrida no local em 1950. Usando seções de estradas dos arredores da vila, o percurso consistia em 5,3 km, e seria utilizado somente naquela ocasião.
Nos dois anos subsequentes, ainda foram utilizadas fragmentos de estradas e rodovias, mas desta vez com traçado maior, com mais de 10 km de comprimento. No entanto, uma tragédia ocorrida em Watkins Glen no ano de 1952 - no qual um espectador morreu e outros ficaram feridos em decorrência de um acidente - fez com que o país banisse as competições usando estradas públicas.
Seção onde se situava a linha de largada/chegada do traçado original utilizado no início dos anos 50
A saída então para os estadunidenses foi recorrer aos autódromos privados. E com Elkhart Lake não foi diferente, tampouco demorado. Logo em 1955, Cliff Tufte deu forma ao circuito que conhecmeos atualmente. Em mais de 50 anos de história, o traçado se revelou tão competitivo e atraente que praticamente não foi alterado, salvo pequenos ajustes ou reformas para modernizá-lo e deixá-lo mais seguro.
Ainda no mesmo ano, Road America recebeu seu primeiro evento, organizado pelo Sports Car Club of America. Em 1956, um grande passo na notoriedade do circuito foi a recepção à NASCAR, principal categoria do país. Mas foi a partir de 1982 que o autódromo se tornou conhecido mundialmente. Os carros da Indycar Series desembarcaram no circuito e permaneceram por lá até 2007, já sob os domínios da então enfraquecida Champ Car.
A saída dos monopostos não tirou o brilho de Elkhart Lake, já que desde 2002 a American Le Mans Series realiza etapas no local com sucesso. Além disso, outras importantes categorias de turismo já passaram por lá, como a Grand-Am, a Can-Am e a IMSA, além de eventos históricos, como a Historic F-1.
O circuito recebeu a Indycar e, posteriormente, a Champ Car por mais de duas décadas
Mas como tudo não se resume apenas ao automobilismo, Road America também teve seu espaço para outros eventos, como o Tour de Road America - Bike Ride to Fight Cancer, evento de ciclismo e pedestrianismo para arrecadar fundos para instituições de tratamento de câncer, como a Fundação Lance Armstrong. Até mesmo eventos de patinação inline são realizados no local, como a Road America Inline Challenge.
Mesmo com o avanço da tecnologia e da segurança nos autódromos mundo afora, Road America é tido até hoje com um circuito muito perigoso, devido ao fato de possuir seções muito rápidas e longas retas. O atual traçado, com 6515 metros e 14 curvas, proporciona facilmente velocidades acima dos 300 km/h. Recentemente, alguns graves acidentes ocorreram no local, como o do brasileiro Cristiano da Matta, que atropelou um cervo em um teste em 2006, ficando seriamente ferido e voltando às pistas após considerável tempo de recuperação.
Eventos como a Historic F1 também fazem parte das atrações do autódromo
Outra imagem chocante no circuito foi o acidente da inglesa Katherine Legge, no mesmo ano pela Champ Car. Após perder o aerofólio traseiro, seu carro foi projetado com violência brutal para o muro e praticamente se desintegrou no alambrado. Felizmente, a gravidade do ocorrido se resimiu apenas à plasticidade do choque. A mesma sorte não teve o kartista Adam Schatz, morto em 2008 após um sério acidente com outro competidor na reta principal, onde foi ejetado de seu veículo após atingir fortemente o muro.
Além do traçado em si, outra grande atração em Road America é a acessibilidade ao público e o clima encontrado no autódromo. O circuito traz à tona o verdadeiro espírito do automobilismo, com espectadores se alojando pelos montes de grama em volta do traçado, acampando nos arredores da pista, cenário típico de muitos autódromos estadunidenses.
Entrada de boas-vindas do circuito
Road America é fiel às suas origens, respira automobilismo, e é isso que o faz um dos circuitos mais reverenciados da América, muitas vezes aclamado e apontado pelos fãs como o local mais apropriado dos EUA para receber a Fórmula 1. Eles tem razão!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Fernando Tumushi vence em Charade e é o novo líder da temporada

Fosse no atletismo, diríamos que o competidor teria dado o célebre "sprint final", onde joga todas as suas forças e fichas numa arrancada derradeira para ultrapassar a largos galopes a concorrência. Como o fato em questão não se resume aos 400, tampouco aos 800 metros rasos, voltamo-nos apenas ao efeito comparativo, que ilustra bem a atual fase vivida por Fernando Tumushi.
Se Albi havia sido o sinal da reação do piloto da KAMF Racing, Charade foi a afirmação da excepcional forma do londrinense. Pela segunda vez consecutiva, o competidor subiu ao lugar mais alto do pódio, na 11ª etapa dentre as 14 programadas para a 7ª temporada do GPL Brasil. De quebra, o fim de semana foi tão lucrativo para Tumushi que ele viu seus dois adversários diretos à vitória - John White e Raoni Frizzo - abandonaram a prova.
Aliás, o abandono de White catapultou o vencedor de Charade para a liderança da tabela, logo nos momentos derradeiros do campeonato. Pior para a concorrência, que se vê cada mais impotente diante do crescimento da atual líder do certame.
Fernando Tumushi venceu mais uma vez e agora é o líder da temporada
As emoções foram reservadas desde o treino classificatório. Se revezando em voltas rápidas, John White saiu vencedor no primeiro round de disputas do trio que havia dominado as ações em Albi. Ao lado do pole, Raoni Frizzo - mesmo sem chances de título, mas intruso na disputa - conseguira abocanhar uma vaga na primeira fila, caracterizando o domínio da Cooper.
Logo atrás, Fernando partia em terceiro com sua Brabham BT11, mesmo carro com o qual um rápido Alan Lopez se estabeleceu em quarto. Fechando os cinco primeiros do grid, Thiago Lemos despontava com sua Brabham BT7.
Mantidas as posições após a largada, John se sustentava na ponta, embora recebendo fortíssima pressão de Frizzo, que, por sua vez, trazia Fernando muito próximo. O ritmo dos ponteiros seguiu inalterado até uma grande colisão envolvendo os três líderes na Petit Point, ainda no primeiro giro da prova.
Alan Lopez, que nada tinha a ver com a confusão, aproveitou para assumir pela primeira vez na carreira a liderança de um GP, seguido pelo capixaba Lemos. John retornava em terceiro, trazendo consigo Fernando, Anderson Lopes e Raoni Frizzo, agora em sexto.
Alan Lopez teve uma performance brilhante e conquistou seu melhor resultado na carreira
Logo nos metros iniciais da segunda volta, Frizzo se aproveitou de uma escapada de anderson e desalojou o concorrente do quinto posto. Seria o último ato de um promissor e conturbado fim de semana, que culminou com um precoce abandono na mesma volta por problemas técnicos. Com um dos fortes candidatos à vitória fora, as atenções voltaram-se integralmente para o líder Alan, que já era muito pressionado por White, que já havia suplantado Lemos. Ato que Fernando logo repetiria.
Porém, John se viu limitado por um aguerrido Alan, que defendia com maestria as investidas do piloto da Pipoca Racing. Quando John viu a oportunidade de resgatar a liderança, mergulhou por dentro na mesma Petit Point. No entanto, perdeu o controle do bólido, bateu forte e deu adeus à disputa e, paralelamente, ao comando do campeonato.
Caminho livre para Fernando, que também não teve vida fácil para superar Alan, mas o fez em meados no GP e não foi mais incomodado até receber a bandeira quadriculada. Festa para a KAMF Racing, que viu seu piloto ainda por cima abrir uma vantagem que, se não é garantia de sucesso imediato, pelo menos lhe dá um grande combustível para rumar ao título.
 
Thiago Lemos vem numa regularidade impressionante e foi mais uma vez ao pódio
Alan Lopez foi premiado com um excepcional segundo lugar, fruto de sua regularidade e determinação apresentadas. Logo atrás, um sempre regular Thiago Lemos, que visita o pódio novamente e já se anima com a possibilidade de brigar pelo vice-campeonato. Surpresa agradável da prova, o amazonense Renato Jungle fez sua melhor exibição na carreira e foi contemplado com um brilhante quarto posto.
Não menos eficiente foi Ricardo Miron, que fez uma apresentação limpa e fechou em quinto, trazendo consigo Eduardo Fossa, que finalmente jogou o azar para escanteio e foi o sexto. Marcelo Van Kampen foi outro destaque entre os novatos, ao completar em sétimo, enquanto Onyas Claudio e Luiz Covisi fecharam a relação dos nove participantes que completaram a prova.
Já na corrida 2, festa para o argentino Eduardo Marrapodi, que conseguiu sua primeira vitória na carreira ao deixar Will Robson e Júnior Bertrand - detentores do pódio - para trás. Agregados os resultados, este é o resultado final do GP de Charade: (clique para ampliar)
Com um novo líder e partindo para seus momentos derradeiros, as máquinas do GPL Brasil partem para a América, onde será disputada a 12ª etapa no próximo domingo, 23, no belo circuito de Road America. Conhecido por muitos como Elkhart Lake, uma das mais tradicionais pistas estadunidenses.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Um pouco de história: Circuit de Charade

Olá amigos e seguidores da GPL Brasil!
Como sabemos, nossa última etapa foi realizada no aeródromo de Albi, como fora tantas vezes citado nos textos anteriores. Pois bem, o próximo desafio das máquinas e pilotos da liga difere muito das curvas suaves e sem alterações de relevo de Albi. Se fossem seres humanos, diria que entre o último circuito e Charade - palco da próxima etapa - a única semelhança seria o branco dos olhos.
Como não são de longe dotados de vida, resumimos as coincidências, que são raras, aos aspectos geográficos. Nossa estadia se prolonga por terras francesas, dessa vez aos arredores montanhosos próximos a cidade de Clermont-Ferrand e o departamento de Puy-de-Dome. Montanhas que fazem o charme do circuito trinomial, conhecido por uns como Circuit de Charade, por outros como Circuit Louis Rosier, e por terceiros como Circuit Clermont-Ferrand.
Traçado original de charade, utilizado pela última vez em 1988
Independente da nomenclatura utilizada, a história de Charade se resume aos fins da década de 50. Elaborado nas proximidades de um extinto vulcão e sob os domínios das montanhas de Auvergne, o traçado original da pista consiste na junção de fragmentos de estradas da região, totalizando 8055 metros, dotados principalmente de curvas de baixa velocidade, alterações súbitas de relevo e pouquíssimas áreas de escape.
Tais características atribuíram à ela o honroso apelido de mini-Nürburgring, dadas as semelhanças com o famoso reduto automobilístico alemão. Porém, Charade acabou se estabelecendo como uma versão ainda mais sinuosa e rápida que sua co-irmã.
O circuito passou a receber suas primeiras atividades em 1959, quando anfitriou eventos de motociclismo nacionais, que perduraram ininterruptamente até 1967, para depois voltar a ter aparições esporádicas na década de 70. Se os desafios de Charade já eram notórios mesmo com os veículos de duas rodas, a adrenalina subiu ainda mais quando os famosos monopostos passaram a desafiar os perigos das montanhas de Clermont-Ferrand.
 Mike Hailwood foi um dos grandes motociclistas a correr no traçado antigo
Primeiro foi a vez dos Fórmula 2. Já no fim dos anos 50, estes carros passaram a competir no circuito. Em 1964, foi realizado mais uma edição da categoria no traçado, o VI Trophée d'Auvergne, que reuniu pilotos do calibre de Denny Hulme, Jackie Stewart e Jochen Rindt. Estes, detentores do pódio na ocasião, deram sinais do que ainda estaria por vir nos próximos anos.
Dito e feito! Logo no seguinte, as feras voltaram à região, desta vez trazendo consigo as máquinas da Fórmula 1, prontas para correrem pela primeira vez no circuito. A corrida foi um tremendo sucesso, ainda mais para o lendário Jim Clark, que só não fez chover naquela oportunidade, já que dominou as ações do início ao fim, fazendo pole, volta mais rápida e vitória com sua Lotus-Climax, relegando a BRM de Jackie Stewart ao trono de "primeiro dos mortais".
 Jim Clark dominou a primeira aventura da F1 por lá, em 1965
Em 1966, nada de F1. Mas um fato curioso marcou as dependências do circuito. O diretor John Frankenheimer realizou filmagens do conhecido filme "Grand Prix" em frente a aproximadamente 3 mil fãs locais que posaram como espectadores para realização das imagens.
A verdade é que, por mais interessante e desafiador que fosse o Circuit de Charade, ele nunca foi figurinha carimbada na maior categoria do automobilismo. Caracterísitico da época, o Circuito Louis Rosier fazia um revezamento com outros traçados franceses, como Rouen e Le Mans, por exemplo. Por isso mesmo, apenas em quatro oportunidades Charade sediou uma etapa de Fórmula 1, sendo a derradeira delas em 1972, quando Jackie Stewart triunfou. Nas edições intermediárias, em 1969 e 1970, coube também a Stewart e Rindt, respectivamente, ditarem o tom das ações.
 Seção do antigo traçado, hoje não mais utilizado
Com o avanço dos carros da F1, o traçado foi se tornando inapropriado e estreito demais para os padrões da categoria. Aliás, a sinuosidade do trajeto era tanta que alguns pilotos, como Jochen Rindt, sofriam com a cinetose, causadora de náuseas, perda de equilíbrio e enjoos. Para isso, alguns pilots, como o próprio Rindt, deixaram de usar os capacetes fechados para utilizar os antigos abertos, de forma a facilitar a respiração e ventilação.
Desde então, Charade passou a sediar competições de menor porte, como turismo, Fórmula 3 e eventos de rally. Na década de 80, o traçado original passou a ser criticado pela impossibilidade da instalação de áreas de escape, tanto que em 1980 três fiscais de pista morreram em decorrência de um acidente. Os protestos dos pilotos fizeram a organização do circuito tomar novas medidas e desativar o traçado original, que recebeu sua última corrida no dia 18 de setembro de 1988.
 A F1 se despediu de Charade em 1972, quando Jackie Stewart ganhou sua segunda prova no circuito em um total de quatro edições disputadas
Depois disso, um novo traçado, que abrange parte do original, no seu setor inicial, foi construído para continuar recebendo eventos de velocidade. Reduzida, sua extensão passou para modestos 3975 metros, que continua até o dias de hoje anfitriando corridas de F3 e turismo, bem como demais competições locais. Junto ao autódromo remoldelado, existe uma pista de terra de 1300 metros de comprimento, usada para eventos de rallycross.
Uma curiosidade envolvendo Charade remete à fabricante de carros Daihatsu, que lançou em 1977 um modelo homônimo ao circuito, em homenagem ao traçado. O Daihatsu Charade foi um dos sucessos de vendagem da marca por muitos anos e teve sua produção descontinuada em 2000.
Atualmente reduzido em sua extensão, Charade tem como característica a paisagem tomada pela neve nas épocas frias, construindo um belo cenário
Mesmo mutilado como muitas pistas mundo afora, a memória e a beleza única das montanhas de Auvergne estarão sempre presentes nas páginas do automobilismo. Beleza, que um dia fora exaltada nobremente por Stirling, ao opinar que "não conheço nenhum circuito mais belo que Charade". Se sir Moss falou isso, então tá falado!

domingo, 9 de maio de 2010

Depois de 10 etapas seguidas nos pontos, Laffite Racing fica zerada em Albi

Albi definitivamente não foi o fim de semana de sorte da Laffite Racing. A equipe, de propriedade do também piloto Onyas Claudio, viu praticamente tudo dar errado no GP francês. Prova disso é que nenhum de seus carros recebeu a bandeirada de chegada. Para piorar, sua maior estrela, André Luiz, frequentador assíduo das primeiras posições, não pode comparecer para a corrida.
Apontada como uma das forças emergentes da GPL Brasil, a Laffite começou com uma estrutura modesta no início de 2009. Na ocasião da estreia, em Kyalami - corrida válida pela 5ª temporada - o time contava apenas com o patrão-piloto Onyas Claudio em pista. Depois de alguns resultados encorajadores e chamar a atenção da concorrência, a organização ganhou, em meados daquela competição, um enorme reforço. André Luiz chegou mostrando serviço logo de cara e não demorou a dar à equipe o primeiro pódio de sua história, em Nürburgring.
Logo após foi a vez do time se tornar realmente grande e alinhar um terceiro chassi por etapa. Coube ao então novato Will Robson a responsabilidade de guiar o terceiro bólido da equipe. Na medida em que o crescimento da equipe se tornava uma constante, os resultados também apareceram. A Laffite se tornou uma realidade e, em muitas etapas, teve desempenho superior em relação aos times considerados mais experientes.
Will Robson passeia pela grama antes de abandonar em Albi: retrato de um fim de semana em que nada deu certo para a Laffite
Na temporada seguinte, com o Mod 1969, e na atual, o desempenho da equipe continuou linear. Enquanto André sempre continuou a se posicionar entre os mais rápidos, Onyas pontuava regularmente, e Will, vez ou outra, figurou somando bons números para o time. Podemos dizer então que o GP de Albi se revelou um cenário pouco usual para a Laffite, onde nenhum de seus três carros conseguiu ao menos um mísero ponto.
Tão fora do contexto da equipe que há dez corridas este fato não acontecia. A última vez em que a Laffite saiu de uma corrida zerada nos pontos foi em Solitude, na etapa válida pela 6ª Temporada. Naquela ocasião, repeteco de Albi. Tanto Onyas Claudio como Will Robson não conseguiram terminar a prova, enquanto André Luiz não conseguiu participar do GP.
A julgar pelo poder de reação do time, o desvio da normalidade em Albi não deve afetar, tampouco preocupar seus pilotos. Na quinta posição no campeonato de equipes, a Laffite deve ainda permanecer no mesmo posto, após a confirmação do resultado oficial de Albi e a atualização da classificação.

Eduardo Fossa segue a sina de azares e abandonos precoces

Entre os novatos desta 7ª Temporada da GPL Brasil, Eduardo Fossa foi um dos que mais chegou fazendo barulho. Mostrando um bom potencial desde sua primeira apareição, o piloto da Banana Racing chegou até mesmo a disputar ocasionalmente corridas na bateria principal, surpreendendo muitos pilotos da liga.
Entretanto, o competidor está passando por uma série interminável de azares e problemas. Apontado como um dos favoritos ao título de "novato da temporada", os últimos abandonos estão tirando a oportunidade de Fossa brigar por pontos e fazer jus às expectativas depositadas sobre ele.
Com série azarada sem fim, Eduardo Fossa mais uma vez não conseguiu andar muito em um GP
Em Albi, infelizmente, as coisas não se revelaram diferentes. Desde o início das ações da pré-qualificação, o piloto apresentou vários problemas técnicos, que o deixou bastante chateado. "A mim, me resta trocar de provedor. Caí uma vez no PQ e três vezes no Qualy. Na última queda não consegui voltar pra largada", contou Fossa, que sequer alinhou sua Lotus para a formação de partida.
Ainda que visivelmente frustrado com sua má sorte e falta de confiabilidade no seu equipamento técnico, o piloto não perde as esperanças e espera por melhor fortuna até o fim do campeonato. "Ainda chego ao pódio do server 2. Não sei quando, mas chego!", prevê.

Em corrida de "mais baixos do que altos", Gustavo Cianfarani se desculpa por acidentes

O ritmo nos treinos livres era promissor. Desde sua estreia na GPL Brasil, esta era a etapa em que o novato Gustavo Cianfarani havia demonstrado seu maior potencial. Ainda se adaptando a um novo sistema de direção, o piloto da GTC Grand Prix mostrou já estar começando a falar a mesma língua do novo conjunto, mas enfrentou problemas de consistência ao longo dos 36 giros da prova.
Segundo o próprio piloto, o GP de Albi foi "uma corrida de altos e baixos, embora mais baixos do que altos". A começar pelo já citado novo sistema de condução, que veio a apresentar problemas e sofreu uma pane. Para piorar a situação do chefe de equipe, uma manobra de ré nos pits lhe causou uma desclassificação da tomada de tempos, o fazendo largar em último.
Gustavo Cianfarani chegou a andar no ritmo de seus rivais, mas perdeu terreno no início graças a alguns acidentes
Depois de uma corrida movimentada, Cianfarani sofreu com vários acidente durante a corrida, e se desculpou com alguns pilotos pelas manobras equivocadas, fato lamentado pelo piloto, que em algumas ocasiões andou no ritmo dos líderes da corrida 2.
"O meu ritmo era tão bom que não cheguei a tomar mais bandeira azul. Estava andando do ritmo dos líderes. Acabei com a segunda volta mais rápida da corrida. Penso como poderia ter sido se tivesse treinado e largado mais para frente. Pelo menos não teria atrapalhado o Ariede e tirado o Will da prova. Ainda estou chateado por ter causado estes acidentes. Minhas sinceras desculpas aos dois", concluiu o piloto, que conquistou a 19ª colocação no resultado combinado entre as duas corridas.

Oswaldo Ariede elogia pista de Albi e apenas lamenta má sorte no final

Oswaldo Ariede esteve muito perto de conquistar seu primeiro na corrida 2 desta temporada, mas a sorte do piloto bateu na trave no GP de Albi. Mostrando um bom ritmo no aeródromo desde os treinos iniciais, o paulistano da Dust Motorsports deu trabalho para a concorrência e chegou a liderar a prova. No entanto, um acidente tirou de suas mãos a oportunidade de estourar a champanhe. No final, ele conseguiu a 16ª colocação no resultado agregado.
Oswaldo Ariede mostrou bom ritmo em Albi, lamentando apenas o azar no final da prova, ao sofrer um acidente
Ariede revelou suas estratégias para conquistar uma boa performance na etapa francesa, não sem antes elogiar o circuito. "Gostei muito da pista, muito boa pros (carros de) 65! No server 2 fiz o qualify com gasolina para 10 voltas e fui melhorando o tempo, chegando a 1:17.xx que era o meu melhor. Larguei bem em quarto e acertei o carro para um bom início de corrida", conta.
O acerto se revelou preciso, uma vez que o piloto fez uma primeira volta acima da média e logo tomou a liderança da prova. No entanto, uma escapada no curvão o fez perder terreno e a ponta para Ricardo Miron e Marcelo Van Kampen. No final, após ter um pódio quase certo, Ariede lamentou a falta de sorte ao se acidentar com um retardatário que havia acabado de rodar.
"Estava almejando este resultado, seria meu primeiro pódio, mas de repente o Gustavo, que era retardatário, roda e fica parado no meio da pista. Não tive como frear e muito menos desviar, perdi muito tempo e junto com ele a concentração, cometi mais um erro primário e o (Edu) Ferrari me passou. Beleza, fica para a próxima", resignou-se.

Marcelo Van Kampen fica satisfeito com 14º e destaca aprendizado constante

O novato Marcelo Van Kampen vem sendo um dos destaques entre os debutantes na GPL Brasil nesta 7ª Temporada. Figura constante na zona de pontuação, a jovem promessa da Guevara Racing tem feito apresentações corretas e frequentado, em algumas oportunidades, a corrida principal.
Não foi desta vez que o novato conseguiu se classificar entre os 14 melhores na pré-qualificação. Mas, de qualquer maneira, ele valorizou sua boa atuação na corrida 2, na qual terminou em segundo, conseguindo garantir o 14º lugar no resultado unificado. No entanto, um fato pitoresco quase comprometeu sua participação, ao se enganar quanto a data da prova.
O novato Marcelo Van Kampen só não superou Miron na corrida 2 e foi o 14º no geral
"Albi, pistinha bacana. Depois de descobrir na quinta feira que a corrida ia ser hoje e não semana que vem, comecei a treinar atrasado. Treinei, quinta, sexta e sábado, e o melhor tempo que tinha feito era 1:17:01, com parciais pra incríveis (pra mim) 1:16:10", comentou.
Assim como Ricardo Miron, o competidor reprovou o comportamento dos retardatários em pista. "Os retardatários não foram muito bonzinhos não. Eu encostava neles e eles disputavam freada, curva comigo. Teve um que rodou na minha frente e chegou a dar um totó na minha lateral quando eu tava passando ele, foi por pouco", argumentou.
Com os pés no chão, Van Kampen fixa como meta ser o melhor entre os novatos nesta temporada, além de admitir aprender a cada corrida que participa. "Bom, quero terminar esse campeonato na frente de todos os outros novatos. Vamos ver se dá. Cada vez que jogo GPL vou aprendendo mais e mais".

Decepcionado, Ricardo Miron lamenta não ter passado para a corrida principal

Nas últimas temporadas, o piloto Ricardo Miron tem se destacado principalmente pelas suas atuações sólidas. Embora sem figurar entre os primeiros em termos de velocidade, o sempre regular piloto se tornou um especialista em levar seu carro com muita perícia até o final das corridas, fato que o tem deixado sempre bem posicionado na tabela de classificação.
Frustrado por não se classificar entre os melhores no PQ, Ricardo Miron cumpriu o dever de casa e dominou a corrida 2
Entre estas atuações, quase sempre o paulista é presença garantida na corrida principal, e - quando se classifica para a corrida 2 - raramente deixa de vencer. Desta vez, o segundo cenário se fez presente no fim de semana do piloto da KAMF/DAL. No entanto, embora tenha vencido com sobras e garantido o 13º lugar no resultado agregado, ele lamentou profundamente o fato de não ter ido para a disputa principal.
"Broxante! Essa foi minha sensação após o PQ. Por inúmeros fatores não consegui acertar uma única volta e acabei caindo pro server 2. Não vejo problema nisso, mais existem situações que você fica com tanta raiva que é melhor respirar e contar até 10", reclamou.
Após sofrer um acidente na primeira volta que o tirou da liderança, Miron falou que, apesar de logo ter retomado a ponta, encontrou adversidades pelo caminho. "Sem perder muito tempo, volto em terceiro. Em menos de cinco voltas consigo recuperar a ponta, graças a pequenos erros do Ariede e do Marcelo. Daí em diante foi manter a concentração e tomar um monte de sustos com os retardatários, que, para meu espanto, não ajudaram muito nessa corrida", finalizou.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Onyas Claudio lastima problemas técnicos e oportunidade de pontuar bem

O caso de Onyas Claudio poderia se assemelhar ao de Rodrigo Pilenghi. Distante da corrida principal há algumas etapas, o piloto catarinense enfim conseguiu voltar a figurar no grid da corrida 1. Mas, ao contrário de seu colega da Região Sul, a sorte do proprietário da Laffite Racing não foi a mesma.
Após cravar uma excelente marca na pré-qualificação, o competidor garantiu o direito de disputar a bateria principal, mas viu uma ótima oportunidade de figurar entre os dez primeiros ir por água abaixo, graças à uma série de problemas técnicos.
Depois de muita luta, o esforço de Onyas Claudio em ir para a corrida principal acabou em poucas voltas
 "Tanto trabalho para nada. Me superei e fiz um super setup, o carro estava arisco, porém rápido, e em dois dias consegui me adaptar a ele. Esperava uma boa corrida, mas fiquei com lag e aí ficou difícil guiar", relata.
A situação do catarinense ficou tão crítica que o próprio piloto, em decisão conjunta com a equipe, decidiu se retirar da prova, visando proporcionar maior segurança a si mesmo e aos adversários. "Depois de dois acidentes que ocorreram por causa do lag, me senti obrigado a abandonar a corrida. Uma pena, desde Rio Cuarto (Argentina) que eu não ia para o server 1. Dava para ter lutado por um 9° ou 10° lugares, mas paciência. Desculpas a quem eu atrapalhei na corrida", lamentou.

12º, Rodrigo Pilenghi festeja retornar à corrida 1 e terminar GP de Albi

Na última temporada, ele foi eleito uma das revelações da GPL Brasil. Andou no bloco intermediário, fez corridas combativas e chamou a atenção de muitos veteranos da categoria. Agora, com os carros de 1965, Rodrigo Pilenghi não conseguia repetir as boas performances dos bólidos quatro anos mais avançados, fato que deixou o piloto gaúcho desanimado e até cogitando a possibilidade de abandonar as pistas.

Pela primeira vez na temporada, Rodrigo Pilenghi garantiu presença na corrida 1
Pois bem, se o gás necessário para reanimar o competidor da KAMF/DAL for um retorno à participação à corrida 1, esta injeção de ânimo não poderia vir em melhor hora para o jovem piloto. Depois de muitas corridas batendo na trave e sendo eliminado da corrida principal nas pré-classificações, Pilenghi exaltou o fato de ter achado um acerto ideal em Albi e voltar a disputar com os ponteiros. E o melhor de tudo, agarrou a oportunidade e concluiu sua meta de terminar a corrida, marcando pontos.
"Agora Albi, tá eu sei, fui lento pacas, fui o último, levei umas 2 ou 3 voltas do líder, gastei meus dois resets e andei mais lento ainda pra não destruir o carro e abandonar a corrida. Mas tô feliz, afinal, o que um server 1 não faz com uma pessoa?", comemorou.
O competidor tem motivos de sobra pra comemorar, já que sua performance na corrida francesa foi melhor até do que seu companheiro de time, Ricardo Miron, figura quase sempre presente nas corridas principais. Resta agora saber se o ainda novato piloto vai dar continuidade à boa fase que o revelou para a liga no Mod 1969.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Econômico nas palavras, Joubert Amaral ressalta fatos fora de suas expectativas

Depois de algum tempo, o chefe de equipe e piloto da ThunderBird's, Joubert Amaral, voltou a disputar a corrida 1. Às voltas com um desempenho surpreendente e superior aos seus rivais nas últimas etapas, ao terminar em décimo lugar, o participante mineiro viveu sensações completamente opostas em Albi, tanto pelo lado positivo quanto pelo negativo.
Depois de longo tempo fora da corrida 1, Joubert Amaral aproveitou a chance e conquistou pontos
De comuns entre essas experiências, o fato de nenhuma delas estar nas expectativas do piloto. A começar pela classificação para a corrida principal, já que seus adversários diretos registraram durante os treinos livres marcas que complicariam sua missão.
Em seguida, a frustração pelo acidente envolvendo seu parceiro de equipe Raoni Frizzo, quando o mesmo se aproximara para lhe colocar uma volta de vantagem. "Não esperava acabar com a corrida do meu companheiro de equipe, mas já que acabei, desculpa!", lamentou.
Para encerrar, Joubert não perdeu a oportunidade de zombar Caio Lucci, companheiro de liga e rivais na pista em algumas etapas. "Não esperava me recuperar na prova, mas já que consegui, quase uma volta no Caio!", brincou, referindo-se ao seu desempenho superior ao do piloto da Dust Motorsports nesta etapa.

Apesar de sequência de erros, velocidade de Antonio Veríssimus foi destaque em Albi

Pela segunda prova seguida, Antonio Veríssimus tirou o sono dos principais postulantes à vitória na GPL Brasil. Assim como em Zandvoort, o experiente piloto português surpreendeu a concorrência ao exibir um desempenho bastante veloz, principalmente em voltas de qualificação.
O quinto lugar no grid de largada, a menos de sete décimos do pole Fernando Tumushi, mostra que o lusitano vem crescendo no decorrer das etapas e já incomodando o pelotão principal nas classificações. Embora tenha feito uma primeira metade de prova notável, incomodando Thiago Lemos e segurando o ímpeto de John White, Veríssimus não conseguiu repetir a performance nos momentos derradeiros, deixando escapar algumas posições, fato que o deixou decepcionado.
Antonio Veríssimus não conseguiu traduzir sua velocidade em regularidade, mas mesmo assim a rapidez do português impressionou
"Foi uma corrida desastrosa. No início quase ultrapassava o Thiago por esquecimento da regra no arranque. (...) Perdi a concentração e fui sendo invadido por um cansaço galopante (a quimioterapia tem destas coisas), e as asneiras foram-se sucedendo devido ao esforço para recuperar as posições perdidas", lamentou.
Mesmo assim, o competidor da Leprechauns Racing resignou-se e não deixou de elogiar a atuação de seus rivais, mantendo a confiança para Charade, próxima etapa do calendário. "Diga-se ,em abono da verdade, que os meus adversários portaram-se muito bem. Tiveram um salto de perfomance que me deixaram sem capacidade de reação. Parabens à eles. (...) Agora vem Clermont Ferrand. Espero estar mais fresco para esta prova".

Anderson Lopes mantém boa fase e comemora oitavo lugar

Definitivamente, Anderson Lopes parece ter encontrado o caminho para manter a boa fase e marcar presença entre os dez primeiros. Depois de uma ótima aparição em Zandvoort, surpreendendo o bloco intermediário e demonstrando combatividade, o piloto da KAMF Racing confirmou a excelente fase com uma apresentação sólida.

Anderson Lopes chegou a andar em sexto e pela segunda vez seguida figurou entre os 10 melhores
Pela segunda vez consecutiva participando da corrida 1, Lopes comemorou sua "bela corrida", segundo análise do próprio piloto, mas ressaltou também algumas dificuldades encontradas pelo caminho até a conquista da sua posição de chegada e as estratégias que se revelaram essenciais para o bom resultado.
"No qualify me preocupei em fazer um tempo bom logo, para treinar com o carro de tanque cheio. Tática mais que acertada", constata. "Fui surpreendido por uma batida do Caio na Curva 1, e perdi duas posições. Logo após, errei sozinho e perdi a posição para o Antonio (Veríssimus). Mas fui buscar e depois de erro do Verissimus passei ele, e tivemos uma briga, no qual consegui me defender e salvar a posição", detalha.
Além da felicidade com o desempenho, o piloto exaltou o bom resultado alcançado pela sua equipe, que a colocou numa ótima situação na liderança do campeonato de times. "A KAMF disparou no campeonato de equipes, graças às belas atuações de Lemos e Fernando, que voltou com tudo para o campeonato de pilotos, e conquistou brilhantemente a vitória. Parabéns a todos por mais um grande evento!", encerra.