quinta-feira, 27 de agosto de 2009

O Grande Prêmio Francês de 1967

A quinta corrida do ano foi, com certeza, a menos interessante.
Disputada no infame circuito de Le Mans Bugatti, devido interesses políticos do Clube do Automóvel Francês, a corrida foi um fracasso entre os pilotos, os chefe de equipes e o público, levando apenas vinte mil espectadores ao evento.

Jo Siffert entrando na reta dos boxes. O público, acostumado a ver os protótipos rasgando a reta a 300km/h teve que se contentar com os F1 buscando aceleração após uma curva fechada.


Nos treinos, Graham Hill fez a pole com a Lotus (1:36,2), seguido por Jack Brabham, Dan Gurney, da Eagle, e Jim Clark, seu companheiro de Lotus.

Após a segunda volta, Brabham ultrapassou Hill e Clark passou à frente de Gurney. Não demorou muito para os escocês deixar ser companheiro para trás e, na volta 5, roubar a liderança de Brabham. Hill logo passou o australiando também, indicando que poderia ser uma ótima corrida para o time de Colin Chapman.

Após a pole de Hill, as Lotus pareciam que iriam dominar o GP francês, mas novamente a falta de confiabilidade estragaria a festa do time inglês.

Na volta 11, Hill superou Clark pela liderança, mas logo depois teve problemas na transmissão de sua Lotus 49. Nove voltas depois, foi a vez de Clark ter o mesmo problema, fazendo com que Jack Brabham voltasse a liderar, seguido por Dan Gurney e Chris Amon, da Ferari, que logo seria ultrapassado por Denny Hulme, companheiro de equipe de Brabham.

Denny Hulme, seguido de perto por Chris Amon, mostra a dedicação para ir rápido atropelando um dos pneus enterrados que limitavam a pista.

Quando a Eagle de Gurney apresentou problemas com um cano de combustível, na volta 40, as duas Brabhams passaram a liderar. Amon abandonou também, pouco depois, com um problema no cabo do acelerador. Pedro Rodriguez em sua Cooper herdou a posição, mas também teve problemas com as linhas de combustível. Jackie Stewart então, passou a ser o terceiro com sua BRM.

Jakie Stewart começou os treinos com a BRM equipada com o motor H16, mas logo mudou para um carro da Tasman Series com motor V8. Ponto para o escocês que completou o pódio!


Após um evento pouco atraente, o resultado na linha de chegada foi Brabham, Hulme, Stewart, Jo Siffert (Cooper), Chris Irwin (BRM) e Pedro Rodriguez, fechando a zona de pontuação 4 voltas atrás do líder.

Após o abandono das Lotus, Brabham liderou a corrida até o fim. Aqui, Gurney ainda perseguia o australiano antes de abandonar.

Justamente por ser uma pista sem graça, os produtores do Grand Prix Legends decidiram excluir a pista de Le Mans Bugatti e, em seu lugar para o GP Francês, colocar o circuito de Rouen-Les Essarts, onde foi disputado, entre outros, o GP Francês de 1968. Será nessa pista muito mais interessante, que a GPL Brasil disputará a sua próxima etapa.


A segunda parte de um vídeo, em francês, com alguns momentos da corrida.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Chegada histórica marca GP de Zandvoort e vitória de Otávio Silveira


O domingo do dia 17 de agosto de 2009 entrou para a história da GPL Brasil. Digna de fazer qualquer corrida da F1 atual morrer de inveja, a etapa de Zandvoort do Campeonato 2009 do Mod 1967 da liga viveu seu fim de semana mais agitado na sua curta história de pouco mais de dois anos de existência. Além de uma ferrenha disputa entre quatro pilotos pela vitória, o GP foi marcado pela chegada mais apertada da história da liga, protagonizada pelos veteranos Otávio Silveira e Raoni Frizzo.

Melhor para Otávio, vice-campeão de 2008, que acabou com um jejum de quase um ano sem vitórias e retornou ao lugar mais alto do pódio em grande estilo. De quebra, o piloto da GrandPrix FUN se manteve na briga pelo título da temporada, aproveitando-se do abandono do líder da competição, John White.

A corrida dava indícios de que não seria nada monótona já no treino classificatório. Uma forte batalha foi travada entre Raoni Frizzo e a dupla da Pipoca Racing, John White e Ricardo Ramos. No primeiro embate, Frizzo conseguiu a posição de honra do grid, seguido por White e Ramos. Logo atrás, Otávio partia do quarto posto, seguido por um surpreendente Caio Lucci, às voltas com um excelente desempenho durante todo o final de semana.

Otávio Silveira segurou a pressão de Frizzo e venceu de forma espetacular sua primeira no ano

De forma incrivelmente azarada, a Pipoca Racing viu seus dois postulante à vitória saírem de combate com menos de 50 metros de prova. Ao final do treino de qualificação, Ricardo Ramos apresentou problemas e sequer alinhou no grid. Ao baixar da bandeira verde, foi a vez de John White conseguir mover sua Ferrari por irrsórios metros, até também sofrer problemas e sair da disputa, deixando o caminho livre para a liderança de Raoni Frizzo.

Mas engana-se quem pensou que a vida do piloto da Sergeant Pepper's seria mais tranquila com a saída dos dois fortes concorrentes. A folgada liderança do atual campeão não durou muito. Para o bem das fortes emoções da prova, os deuses do automobilismo (virtual?) estavam de plantão, e um acidente entre o líder e o retardatário - e estreante - Fábio Ferelli colocou a Ferrari do ponteiro em maus lençóis na Tarzanbocht, primeira curva do circuito. Resultado: queda para a quarta colocação, e início de uma disputa épica pela vitória.

As voltas seguintes foram uma verdadeira batalha pelo triunfo no circuito holandês. Otávio Silveira ponteava com sua Ferrari. O já antes surpreendente Caio Lucci continuava a surpreender, ao andar perto em segundo com sua Lotus. Sempre muito regular, Eduardo Gaensly vinha com sua Eagle logo atrás, seguido do seu colega de time, Raoni Frizzo. Oito segundos separavam primeiro e quarto colocados, ao passo em que os líderes seguiam num ritmo alucinante. Mais atrás, André Luiz e Thiago Lemos travavam um ótimo embate pelo quinto lugar.

Eduardo Gaensly foi muito regular e conquistou seu segundo pódio no ano

Após algumas voltas, Frizzo conseguiu suplantar seu parceiro de equipe e assumiu o terceiro posto. Logo foi a vez de Caio Lucci ser desalojado da vice-liderança. E tão rápida foi a aproximação de Frizzo à Ferrari de Silveira. E o saldo de toda a disputa nas voltas finais foi de tirar o fôlego. Era a disputa entre um piloto determinado a vencer e liderar o campeonato, contra um competidor decidido a segurar a qualquer custo a vitória e entrar de vez na luta pelo caneco.

As investidas de raoni se tornaram cada vez mais agressivas, mas nada que abalassem a frieza e concetração de Otávio, que seguia bravamente no camndo da corrida, até mesmo quando já parecia que seria finalmente superado pelo rival. Logo atrás, Eduardo se aproveitava de um erro de Caio para recuperar o terceiro posto.

Veio a última volta, e o ápice da emoção! Frizzo tentou por fora logo no início do último giro da prova. Chegou a ultrapassar, mas não conseguiu domar a tempo sua máquina vermleha e perdeu terreno para Otávio. A sinuosa e estreita seção mista do circuito foi como uma perseguição policial, com os carros se separando por centímetros, até que veio a reta final...

Raoni Frizzo sofreu uma punição, mas mesmo assim foi ao pódio no GP holandês

Raoni saiu particamente embutido no seu oponente e se aproveitou do vácuo para logo emparelhar com o carro de Otávio. À medida em que os carros iam se emparelhando cada vez mais, a distância para a linha de chegada ia caindo vertiginosamente. Mesmo com todo o suspense e pressão, Otávio suportou a pressão do rival e recebeu a bandeira quadriculada míseros 43 milésimos à frente de Raoni. Uma vitória suada, dramática, mas com o cenário perfeito para marcar a redenção do experiente piloto.


Análise pós-corrida pune Frizzo, e Gaensly herda segundo lugar

Após o término das atividades no circuito de Zandvoort, a comissão julgadora de incidentes da prova considerou Raoni Frizzo culpado pelo acidente entre o mesmo e o piloto David Sochenna, na 28ª volta da prova. Com a decisão, o piloto foi punido com o acréscimo de 20 segundos ao seu tempo final de corrida, e finalizou a etapa em terceiro. Seu companheiro de Sergeant Pepper's, Eduardo Gaensly, herdou o segundo lugar. Caio Lucci terminou em quarto, enquanto Thiago Lemos ganhou seu duelo com André Luiz e fechou a lista dos cinco primeiros colocados.

Os pilotos Fábio Ferelli e David Sochenna também foram considerados culpados por seus respectivos acidentes durante a prova, e não tiveram seus resultados válidos como pontuação, por não terem completado o limite mínimo de 90% das voltas exigidas no regulamento. Confira abaixo os números oficiais do GP.


Oficialmente, e analisando friamente, a corrida de Zandvoort deixa de ser a chegada mais apertada da GPL Brasil. Mas toda a emoção e adrenalina de cada uma das voltas jamais será apagada, graças ao espetáculo proporcionado por todos em pista. Agora, cada vez mais perto de conhecer o seu campeão, o campeonato parte para a França, onde no próximo dia 30 de agosto será realizado o GP de Rouen-les-Essarts.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

O Grande Prêmio da Holanda de 1967

A terceira corrida da temporada trazia consigo vários carros novos, Brabham, BRM e Eagle estreavam modelos um pouco diferente dos que vinham usando, porém nenhum deles causaria tanto furor como o novo carro da equipe Lotus.
Seria a corrida de estréia de mais uma obra revolucionária de Colin Chapman, a Lotus 49, com os motores Cosworth DFV.
Grahm Hill já estava familiarizado com o carro, mas era a primeira vez que Jim Clark via sua nova máquina.

Jim Clark não teve muito tempo nos treinos para se familiarizar com a Lotus 49.

Era a primeira aparição do conjunto em um Grand Prix.

No início dos treinos, os pilotos estavam se acostumando com as mudanças, Hill foi o mais rápido na Sexta-Feira, virando 1:25,6 e Gurney o segundo mais rápido, apenas 2 décimos de segundo atrás do inglês. Clark não teve muito tempo para treinar pois seu carro apresentava problemas que os mecânicos não conseguiam solucionar, e Brabham era o único que conseguia acompanhar o ritmo da Eagle e da Lotus.
No fim do treino, a batalha pela pole estava entre Hill e Gurney. O americano, após uma ótima volta em 1:25,1 parou, achando que a Lotus não conseguiria alcançar, mas Hill continuou, marcando três voltas no mesmo ritmo de Gurney e, na sua última tentativa, todos os presentes no autódromo cravaram o cronômetro com um tempo de 1:25.0, mas os cronômetros oficiais marcavam 1:24.6, e foi esse o tempo que deu a Hill a pole, com Gurney em segundo, seguido por Brabham, Pedro Rodriguez, Jochen Rindt, ambos da Cooper, Denny Hulme (Brabham), John Surtees (Honda) e Jim Clark, amargando a oitava posição por não ter tido tempo de se acostumar com o carro.

Dan Gurney foi o único a ameaçar as Lotus, mas uma quebra logo no início

da corrida acabou com as chances do americano.

A corrida quase teve um início desastroso por causa de um fiscal que ainda estava no meio do grid quando a largada foi dada. Hulme e Surtees tiveram que desviar do fiscal e acabaram perdendo posições. Na primeira curva, a sequência era Hill, Brabham, Rindt, Gurney, Chris Amon (Ferrari) e Clark.
AS primeiras voltas foram um pouco lentas, com os líderes virando na casa dos 1:33, e na volta sete, Dan Gurney trouxe sua Eagle para os boxes, na volta seguine ele abandonou devido problemas na injeção de combustível. Uma volta depois, Hill não vinha mais na liderança. Na verdade, ele não apareia no pelotão dos líderes e em nenhum outro. A quebra de um dente de uma engrenagem de seu motor causou o abandono da corrida e ele teve que empurrar seu carro para os pits.


Chris Amon segurando a traseira de sua Ferrari rumo à quarta colocação.

Brabham herdou a liderança, mas após 15 voltas de corrida Clark já havia treinado o suficiente com seu novo carro e decidiu começar a correr de verdade. O escocês roubou a segunda posição de Rindt e, na volta seguinte, a liderança de Brabham, abrindo uma boa vantagem em seguida que, por mais que Brabham tentasse, não conseguia diminuir.

Em uma corrida fantástica, Jim Clark conquistou uma famosa vitória na estréia de seu novo carro.
Com as quebras de Rodriguez, Rindt e Stewart, Denny Hulme subiu para a terceira posição, e mesmo sendo atacado por Amon no fim da corrida, garantiu o seu lugar no pódio. Amon foi seguido pelas outras duas Ferraris de Mike Parkes e Ludovico Scarfiotti fechando a zona de pontuação.

Keith Duckworth, criador do motor DFV, Colin Champan, Jim Clark e

Graham Hill observam juntos a Lotus 49

Nos boxes da equipe Lotus, estavam todos estasiados quando Jim Clark cruzou a linha de chegada em primeiro, 23 segundos à frente de Brabham, provando o quão extraordinário piloto era o escoçês e provando também que o novo conceito de carro apresentado pela equipe tinha um ótimo futuro pela frente, anuncinado uo início nova era para a Fórmula 1.



Um vídeo com alguns momentos do Grande Prêmio da Holanda de 1967

domingo, 9 de agosto de 2009

Os carros de 67: Brabham BT24

Com certeza, um dos melhores carros do Grand Prix Legends, a Brabham BT24 levou o time do australiano Jack Brabham à vitória, tanto no campeonato de construtores, como no campeonato de pilotos, com Denny Hulme.

O ótimo chassis, o motor Repco, não muito potente, com apenas 350HP, mas com um ótimo torque e extremamente confiável, e o peso pouco acima do limite mínimo tornam a BT24 um ótimo carro para se guiar no GPL.

Denny Hulme guia sua BT24, carro que deu ao neo-zelandês o único título de sua carreira.

O estreante Onyas Claudio nos dá a sua opinião sobre o carro:"É o mais equilibrado do jogo. O motor Repco pode não ser o mais forte, mas é consistente e aguenta o tranco. Além disso o carro é leve, tem ótima estabilidade nas curvas e boa aceleração. Resumindo, é um carro que exige pouco do piloto, mas que o piloto pode exigir o máximo do carro". Dener Silveira reclama da falta de potência, mas ainda assim, acha um bom carro:"Muito fácil de guiar, foi primordial pra eu me adaptar ao GPL, tem torque pra caramba e seu motor é muito elástico, mesmo assim perde pra Ferrari por falta de potência e excesso de torque". E Raoni Frizzo também destaca alguns pontos negativos: "Não é o melhor do jogo, mas é leve e regular. O motor Repco é razoável. Quebra pouco e é ágil. Não é a toa que conseguiu o título desse ano".

Eduardo Gaensly levando sua Brabham pelas ruas de Monta Carlo.

Na GPL Brasil, o campeão de 2007, Ico Oliveira, guiou a BT24 e venceu em suas três primeiras etapas na liga. No mesmo ano, Leo Menegucci ganhou o GP de Rouen com a Brabham. No ano de 2008, o melhor resultado da Brabham foram os segundos lugares de Thiago Lemos e Eduardo Gaensly, e no atual campeonato, a Brabham levou o piloto John White à vitória no GP de St. Jovite.

Em St. Jovite, as BT24 dominaram a qualificação e John White, primeiro no grid, foi o vencedor da etapa.

Em 1967, a equipe Brabham utilizou o mesmo conceito do ano anterior. Um chassis leve e um motor que, apesar de pouco potente, longe dos 400 HP que Lotus, Ferrari e Eagle dispunham, era muito confiável. Jack Brabham venceu os GP's da França e do Canadá, e seu companheiro Denny Hulme, os GP's de Mônaco e da Alemanha. Com essas vitórias e outros ótimos resultados, os dois pilotos disputaram o título até a última corrida, deixando para trás na classificação Jim Clark, que obteve quatro vitórias, mas abandonou várias corridas.

Jack Brabham e sua BT24 no GP do México de 1967. Além do campeonato de construtores, a equipe Brabham teve seus dois pilotos disputando o título até o ultimo GP.

Para muitos, o tamanho diminuto e o motor pouco potente pode dar uma primeira impressão não muito boa do carro. Mas não se engane. Em boas mãos, a ágil Brabham BT24 não fica atrás de nenhum outro carro do Grand Prix Legends.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Laffite Racing em franca evolução

O cenário no início da temporada era de uma organização nanica, ainda engatinhando na GPL Brasil. Liderada pela persistência e seriedade do também novato Onyas Claudio, certamente o panorama encontrado atualmente na Laffite Racing é muito melhor do que se via nas primeiras etapas.

Onyas Claudio, mesmo em seu ano de estreia, tem mostrado excelente regularidade

Analisando os resultados, é fácil notar que a evolução do time caminhou junto com os progressos em pista de seu fundador. Mas, por trás de tudo isso, outros fatores contribuem cada vez mais para a equipe despontar como grata revelação da temporada. Conforme os resultados de Onyas evoluíam com o tempo, a escuderia caminhou a passos largos e contratou o também novato André Luiz. Engana-se quem pensa que a falta de experiência de ambos seria um entrave para os bons resultados.

Logo na penúltima etapa, em Nürburgring, o primeiro pódio. Um impressionante André Luiz superou os desafios da pista mais perigosa do calendário e conseguiu um brilhante terceiro lugar. enquanto isso, a regularidade de Onyas tem levado seu carro a frequentar constantemente as dez primeiras posições, estando na briga direta pelo título de "Novato da Temporada".

Time que cresce na pista também cresce fora dela! Partindo desta máxima, a Lafitte Racing deu um salto estrutural e a partir do GP de Nürburgring já vem contando com um terceiro chassi nas corridas. E mantendo a tradição da equipe, outro novato ocupou a vaga. Will Robson chegou à liga disposto a tornar a Lafitte de vez numa realidade entre os times.

André Luiz chegou há pouco tempo e já surpreendeu, conquistando seu primeiro pódio

Os números não mentem. Nas duas últimas etapas, o time só fez menos pontos do que as líderes Pipoca Racing e Sergeant Pepper's. Foram 66 pontos neste intervalo de corridas, dez a mais que a terceira colocada, Thunder Racing. Com tanto sucesso, a equipe já figura em sexto lugar no campeonato. Tamanho sucesso empolga o proprietário do time, Onyas Claudio, que ainda elogiou seu colega de time, André Luiz.

"Se o André tivesse começado do começo (pleonasmo), provavelmente já estaria com o título do Rookie da temporada assegurado. Quem sabe até brigando na parte de cima da tabela. De qualquer forma, a Laffite e seus novatos estão bem no páreo", afirmou.

Frizzo comemora vitória e recuperação

Depois de três vitórias seguidas na liga, incluindo a etapa de Le Mans da Tríplice Coroa, o astral do atual vice líder da temporada, Raoni Frizzo, não podia ser melhor. O atual campeão comemorou o fato de ter reagido na competição e, principalmente, a atuação e estratégia para o GP de Spa-Francorchamps.

As duas vitórias seguidas deixaram Frizzo na briga pelo título

"Nesses dias que antecederam a corrida treinei bastante, e com vários carros, para evoluir tecnicamente. A tática deu (muito) certo!", vibra. O piloto da Sergeant Pepper's comentou também a disputa entre os pilotos da Pipoca Racing, Ricardo Ramos e John White, na corrida. "Ia abrindo aos poucos, e pelo pribluda via a disputa entre o John e o Rica. No momento pensei que o Rica estava apenas escoltando o John, mas depois soube que ele estava a fim mesmo era de passar o John e ganhar o 2º lugar", comentou.

Entretanto, o postulante ao título sabe que não depende mais de si mesmo para vencer o campeonato e frisa a importância dos recentes resultados. "Sabia que só uma sequência dessas de resultados me deixaria em condições de me manter na briga pelo título. Não dependo só de mim, mas essas 2 vitórias dão ânimo pra continuar na luta", finalizou.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Confirmando reação, Raoni Frizzo mantém embalo e vence GP da Bélgica


Se aproximando cada vez mais de sua fase decisiva, a temporada 2009 do Mod 1967 da GPL Brasil vai vendo a disputa pelo título ficar cada vez mais emocionante. Depois de fazer as pazes com a vitória, o atual campeão, Raoni Frizzo, manteve a ótima fase e mais uma vez dominou de ponta a ponta o GP da Bélgica, realizado em Spa-Francorchamps, válido pela 10ª etapa de um total de 14 a serem disputadas.

O resultado da prova deixou a tendência de que a briga pelo caneco da temporada está cada vez mais se restringindo a dois pilotos. Atual vice-líder, Raoni tenta aos poucos a aproximação ao seu oponente, John White, que por sua vez, se não pôde conter o avanço do rival, também tem bons motivos para comemorar. O segundo lugar na etapa belga foi um importante passo para tentar conter a reação de Frizzo e ficar mais próximo de seu primeiro título na liga.

Raoni Frizzo venceu de novo e ainda mantém vivo o sonho do título

O evento no famoso circuito europeu já deu seus primeiros sinais da disputa Frizzo x White logo no treino de classificação. Alternando posições a cada momento, os pilotos tiravam tudo de seus equipamentos para buscar ap osição de honra no grid. O suspense foi teminado nos instantes finais da sessão, quando o piloto da Sergeant Pepper's cravou uma marca voadora, conquistando a pole.

Partindo da segunda posição, John White era seguido por um também veloz Fernando Tumushi, liderando a segunda fila do grid, tendo a companhia de Ricardo Ramos, em quarto. Os experientes Otávio Silveira e Thiago Lemos, em ótima posição com sua Brabham, preencheram a terceira fila.

A largada proporcionou a primeira confusão da prova. Ao movimentar dos carros, o português David Sochenna atropelou Ico Oliveira, e o resultado foi um acidente grande. Enquanto, no início do pelotão, Raoni Frizzo mantinha a ponta, já ganhando algum terreno sobre John White, que por sua vez era seguido de perto por Tumushi e Ricardo Ramos. Logo na primeira volta, Otávio Silveira perdeu o controle de seu bólido na Stavelot e sofreu um forte acidente, caindo para o fundo do pelotão.

John White com o segundo lugar, ficou mais próximo do título

Logo na segunda volta, uma importante modifcação entre os líderes. Fernando Tumushi rodou sua Eagle e com isso Ricardo Ramos herdou a terceira colocação. Enquanto isso, a corrida de recuperação de Otávio Silveira acabou logo depois de ter começado. O piloto da GrandPrix FUN bateu forte na Masta e abandonou precocemente a disputa.

Na frente, Raoni Frizzo continuava a aumentar sua vantagem. John White era perseguido de perto por seu companheiro de Pipoca Racing, Ricardo Ramos. E engana-se quem pensou que o 'Mister México' seria um mero escudeiro do líder do campeonato. Na volta 7, após investidas de insucesso, Ramos finalmente ultrapassou seu colega de time e assumiu a segunda posição. Logo o veloz piloto começou a construir uma boa vantagem...

Ricardo Ramos andou forte e voltou a frequentar o pódio

Vantagem que iria se dizimar em segundos. Três voltas depois, Ricardo envolveu-se em um acidente com o retardatário Joubert Amaral e rodou, perdendo a posição para White. Sem fôlego para reação, restou ao piloto seguir firme para garantir um lugar no pódio. Um pouco mais atrás, uma bela disputa entre o veterano Thiago Lemos e o novato André Luiz esquentava a batalha pela quinta colocação. Na base da experiência, Thiago soube se aproveitar dos erros do rival e garantiu seu top-5.

Na frente, Frizzo caminhou tranquilo para seu segundo triunfo consecutivo no campeonato, e o terceiro seguido na liga, agora reduzindo em mais cinco pontos sua desavantagem para John na classificação do campeonato. O pódio completado pelos pilotos da Pipoca Racing deixou a equipe cada vez mais próxima do título. Fernando Tumushi conseguiu um grande resultado para a KAMF Racing, ao fechar em quarto, seguido de Thiago Lemos e sua valente Brabham, em meio à tantas Eagle na pista. Mais uma vez surpreendendo, o novato André Luiz fechou o dia em sexto. Também aparecendo bem, Sérgio Henrique fez uma corrida sólida e terminou em sétimo, seguido de perto pelo regular Onyas Claudio. Ico Oliveira e Eduardo Gaensly fecharam os dez melhores colocados.

Confira abaixo os números completos da prova: (clique para ampliar)


A liga agora faz um descanso e volta às suas atividades daqui a duas semanas, onde máquinas e pilotos partem para disputar o Grande Prêmio da Holanda, no circuito de Zandvoort. com a temporada cada vez nos seus momentos deicisivos, a promessa é de uma forte e equilibrada disputa entre os concorrentes ao título.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

O Grande Prêmio da Bélgica de 1967

Realizado duas semanas após o GP da Holanda, onde Jim Clark ganhou estreando o novo e revolucionário Lotus-Ford 49, e uma semana após Dan Gurney ganhar, também com a Ford, as 24 Horas de Le Mans, o GP Belga já tinha seus favoritos.

Dan Gurney e o chassis 104 da Eagle. Uma semana após ganhar as 24 Horas de Le Mans, o americano era um dos favoritos à vitória em Spa.

Os carros da temporada de 67 vinham mostrando ser muito mais rápidos que os da temporada anterior, e o veloz ciruito de Spa-Francorchamps seria o palco perfeito para tal confirmação. A pole de John Surtees em 1966 com a Ferrari tinha sido de 3:38, mas à medida que os pilotos começaram os testes ficou claro que esse tempo seria batido.

Jim Clark marcou a pole com a Lotus.
No começo da corrida, foi seguido por Stewart na BRM.

Jim Clark marcou uma volta em 3:28,1 (média de 244Km/h) e ficou com a pole, seguido por Dan Gurney, que estreava um novo chassi feito com ligas de magnésio e titânio, mais leve que os das Eagle anteriores. Graham Hill, companheiro de Clark, fez o terceiro tempo, seguido por Jochen Rindt (Cooper), Chris Amon (Ferrari) e Jackie Stewart (BRM). A falta de potência dos motores Repco deixaram as Brabham para trás. Jack Brabham conseguiu um bom vácuo em uma volta e largaria em sétimo, mas seu companheiro, Denny Hulme, apenas em décimo quarto.

A falta de potência das Brabham foi um problema no velocíssimo circuito belga.

Antes da largada, Hill teve que ir para os boxes trocar a bateria de seu carro e começou sua corrida praticamente meia volta atrás de todos. Clark, porém, não tinha problemas. Liderou a primeira volta e logo começou a abrir uma larga vantagem sobre Stewart, que vinha em segundo lutando com sua BRM, seguido por Gurney. Chegando ao fim da primeira volta, Mike Parkes teve um sério acidente com sua Ferrari, quebrando uma perna, um pulso e ferindo sua cabeça, acidente esse que acabou com sua carreira na F1. Seus companheiros da Ferrari ficaram chocados. Ludovico Scarfiotti decidiu abandonar as corridas após o GP, e Chris Amon precisou de um aviso dos pits dizendo que Parkes estava bem para se reanimar na corrida.

Largada! Clark lidera o pelotão pela famosa Eau Rouge, enquanto seu companheiro
espera a troca da bateria de seu carro.

Além de Parkes, John Surtees abandonou com sua Honda logo ao fim da primiera volta, parando nos pits da Ferrari para avisar a equipe sobre o acidente, e Chris Irwin também abandonou sua BRM.

Ao fim da Volta 12, Clark e Gurney entraram nos boxes, dando a liderança para Stewart. Clark teve que trocar uma das velas de seu motor, enquanto Gurney apenas gritou para a equipe que a pressão do combustível estava baixa. Ele continuou em segundo, mas estava 15 segundos atrás do escocês da BRM.

Jackie Stewart fez sua melhor corrida da temporada, conquistando o
segundo lugar com a problemática BRM.

Stewart fazia uma bela corrida, Dan Gurney não conseguia tirar a diferença, porém na volta 17 a BRM teve problemas com o câmbio e Jackie teve que dirigir o carro com uma mão e segurar a alavanca de cambio com a outra. Quatro voltas depois, Gurney tinha se aproximado perigosamente do escocês, passou-o e completou as 28 voltas da corrida na liderança, obtendo a vitória do Grande Prêmio. Stewart manteve-se na segunda posição, mais de um minuto atrás do americano, e Chris Amon completou o pódio, seguido por Rindt, Mike Spence, em outra BRM, e Jim Clark.

O americano Dan Gurney comemora sua vitória.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Os carros de 67: Ferrari 312

Na opinião deste que vos escreve, o carro mais excitante, apaixonante e "gepeeleano" que o jogo permite usar, a Ferrari 312 fez sua estréia na temporada de 67 no GP de Monte Carlo, pois o time italiano não participou da etapa inicial em Kyalami. A equipe de Maranello, infelizmente, viria a ser a equipe mais trágica do ano. No começo da temporada, contava com 4 pilotos: Lorenzo Bandini, Chris Amon, Ludovico Scarfiotti e Mike Parkes.

Bandini conduz a 312 pelas ruas de Monte Carlo, corrida que seria a última do italiano.

Lorenzo Bandini morreu devido aos ferimentos após um acidente em Mônaco, e Scarfiotti, depois de ver Parkes sofrer um acidente grave em Spa, decidiu parar de correr, deixando o neo-zelandês Chris Amon como praticamente o único piloto da Ferrari durante o ano.

Como já disse, para mim, não é o melhor carro, mas é o mais gostoso de pilotar. O motor V12 atinge 11.000 RPM e produz o som mais bonito de todos os carros. As rodas douradas dão um toque especial dos anos 60, e além disso, o carro é confiável e bom de se pilotar. Dener Silveira concorda que a 312 é um bom carro. "É um ótimo carro. Seu motor vem redondo desde baixas RPM causando vários "burnouts" em saídas de curvas de muito baixa. Seu chassis é um show a parte! Você bota ela onde quer, parece que é grudada no chão".

Otávio Silveira voando com a Ferrari no GP de Solitude, 2008.

O mestre dos teclados, Raoni Frizzo, também é simpático quanto às qualidades da 'Macchina Rossa'. "É veloz, ágil e tem um motor muito bom. O único defeito (que eu acho, pelo menos) é que é muito nervoso. Pra quem joga de teclado, como eu, a mão-de-obra pra guiá-lo é muito grande e cansativa!". E Raul Costa, piloto conhecido por durante muito tempo pedir uma Ferrari pra correr, demonstra seu amor ao carro. "Perfeita. Sai de traseira só pra temperar!"

Em 1967, a Ferrari utilizou um motor V12 com 36 válvulas durante a maior parte da temporada, apresentando um motor com 48 válvulas e 410HP apenas em Monza, permitindo a Chris Amon bons resultados nas últimas etapas e a quarta posição na classificação final.

O motor era confiável e o chassis era estável, porém a falta de torque e o peso um pouco acima dos oponentes fez com que a equipe de Enzo Ferrari não conquistasse nenhuma vitória durante o ano.

Chris Amon sai dos boxes em Monza estreando o motor de 48 válvulas.
Trinta anos depois, Raul Costa levaria a Ferrari à vitória na GPL Brasil.

Na GPL Brasil, eu, Eduardo Gaensly, consegui com a 312 minhas duas únicas vitórias nos GPs disputados em Interlagos e Silverstone em 2007, quando fui vice-campeão. No mesmo ano, Raul Costa ganhou a corrida disputada em Monza à bordo de uma Ferrari. Em 2008, o também vice, Otávio Silveira, ganhou os GPs em Laguna Seca e Solitude, e no atual campeonato de 2009, Raoni Frizzo conquistou a vitória no GP disputado em Nürburgring à bordo da Ferrari 312.

Raoni Frizzo faz a tomada da famosa Karroussel em Nürburgring rumo à vitória.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Raoni Frizzo quebra jejum e domina GP de Nürburgring


Parece que a sina de azar do atual campeão da liga, Raoni Frizzo, teve uma providencial interrupção, ao menos para o tão aguardado GP da Alemanha, realizado no famoso circuito de Nürburgring Nordschleife. Depois dos insucessos nas corridas anteriores, o piloto da Sergeant Pepper's fez as pazes com a vitória e encerrou um jejum de 12 provas sem subir ao lugar mais alto do pódio no Mod 1967. A última conquista do piloto na categoria havia sido no GP de Indianápolis, no dia 19 de outubro do ano passado.

Precisos nove meses depois, o destino selaria que o experiente piloto triunfasse pela segunda vez seguida no longo e perigoso traçado alemão. Assim como em 2008, Frizzo dominou as ações do evento desde o treino classificatório, conseguindo também sua primeira pole no ano, vencendo de ponta a ponta e, de quebra, levando pra casa a estatística de ter realizado o giro mais rápido da corrida.

Raoni Frizzo colocou um ponto final na seca de vitórias e voltou à briga pelo campeonato

Extremamente complexa, a pista de Nürburgring, que sediou a 9ª etapa do Campeonato 2009 do Mod 1967, não espantou nem mesmo os pilotos menos experientes. O saldo disso foi um grid recheado de pilotos, com 17 participantes alinhando no grid de largada, fato que levou os fãs ao delírio. Mas, como de praxe, o "Inferno Verde", como é conhecida a emblemática pista, não perdoou todos os competidores, com apenas 11 sobrevivendo às seis voltas da cansativa disputa.

Após cravar a pole-position sem muitas dificuldades, Raoni Frizzo teve a companhia de Otávio Silveira e sua Cooper na primeira fila do grid. Logo atrás, John White surpreendeu ao colocar a sofrível BRM na terceira colocação, seguido por Eduardo Gaensly. Mais surpreendente ainda, o novato André Luiz aparecia entre os ponteiros, levando sua Brabham ao quinto posto no grid.

Largada cautelosa por parte de todos os competidores, mas logo acontece o primeiro contratempo. Eduardo Gaensly escapou logo na segunda curva e perdeu várias posições. O vice-campeão da última corrida em Silverstone teria de partir então para uma prova de recuperação. Enquanto isso, mais à frente, a ordem seguia a mesma, com os pilotos já se dispersando pelo traçado.

Assim como em 2008, Otávio Silveira foi muito bem e terminou na segunda colocação

Frizzo seguia seguro na liderança, enquanto Otávio também vinha num confortável segundo lugar, embora seguido um pouco de perto pela surpresa André Luiz, que havia acabado de desalojar John White do terceiro posto. Enquanto isso, Thiago Lemos vinha se aproximando do atual líder do campeonato, ao estar em quinto. Ico Oliveira também se matinha no encalço dos ponteiros, em sexto.

No bloco intermediário, muitas ultrapssagens e acidentes. Eduardo Gaensly continuava sua escalada, numa disputa interessante com Onyas Claudio e Fernando Tumushi, este último também sofrendo com o terrível chassi de sua BRM. Mais atrás, os novatos Helerson Maciel, Ricardo Miron e Anderson Lopes também faziam bonito, trocando de posição a cada momento.

Conforme o desenrolar da prova, Frizzo crescia cada vez sua vantagem na liderança, enquanto Silveira já não era mais incomodado por André Luiz. Este, então, agora era seguido por Lemos, que também suplantara White na luta pelo quarto posto. Após muita luta, Gaensly já figurava na sexta colocação, que manteria até o final da prova.

O ainda novato André Luiz foi a surpresa da corrida, ao garantir seu primeiro pódio na carreira

Com o rumo da prova já definido, mais nenhuma alteração no bloco da frente. Raoni Frizzo seguiu com cautela até a bandeirada final e espantou seu inferno astral logo no Inferno Verde. Após a vitória, o piloto se recolocou na disputa pelo título, assumindo a vice-liderança da competição. Repetindo o resultado do ano passado, Otávio Silveira somou excelente pontos e também já figura como candidato potencial no campeonato. Eleito unanimamente a surpresa da prova, André Luiz conseguiu o primeiro pódio da Lafitte Racing, com uma atuação brilhante.

Sempre entre os primeiros, Thiago Lemos também se mantém firme na briga pelo título. Já John White soube tirar proveito do equipamento defasado e conquisot pontos valiosos para o campeonato, ao terminar em quinto, seguido por Eduardo Gaensly. Logo atrás, Fernando Tumushi foi mais um que levou bem sua BRM até o final. Caio Lucci também sobreviveu aos perigos do circuito e fechou o dia em oitavo. Também regular Onyas Claudio conquistou o nono lugar, enquanto Ricardo Miron encerrou os dez melhores colocados.

Confira os números completos da corrida: (clique na imagem para ampliar)


Agora os competidores da GPL Brasil dão uma pausa nas atividades do Mod 1967 e partem para o tradicionalíssimo circuito de Le Mans Sarthe, local onde será disputado, no próximo domingo (26) a segunda etapa da Tríplice Coroa, evento de resistência da liga. Os participantes passaraão por uma prova de uma hora e meia de duração, onde velocidade nem sempre é o mais importante para o sucesso no final da prova.

Já no Mod 1967, os pilotos voltam a concentrar suas ações no campeonato daqui a duas semanas, onde os pilotos irão duelar no circuito de Spa-Francorchamps, palco do GP da Bélgica.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

O Grande Prêmio da Alemanha de 1967

Disputada no dia 6 de Agosto, Nürburgring sediou a sétima etapa da temporada. A pista tinha sido alterada desde o GP do ano passado, uma chicane foi instalada antes da reta dos boxes, mas isso não causou efeito no tempo de volta dos carros, mostrando que O desenveolvimento dos equipamentos em um ano foi considerável.

A longa reta que leva aos boxes. Para 1967, uma chicane foi
implantada para reduzir a velocidade dos carros.

Para aumentar o número de carros no grid, os carros de Fórmula 2 coreriam junto com os da F1, e traziam alguns nomes famosos como Jacky Ickx, Jo Schlesser e Jack Oliver.
Nos treinos, como não poderia deixar de ser, Jim Clark foi o mais rápido com a Lotus 49 com um tempo de 8:04.1, aproximadamente 12 segundos mais rápido que sua marca no ano anterior, seguido por Denny Hulme na Brabham e o terceiro melhor tempo nos treinos ficou com Ickx com uma Matra F2(!).

Alguns carros de Fórmula 2, como essa BMW - Lola foram inscritos e correriam
ao mesmo tempo que os F1.

Jacky porém, teria que largar na segunda metade do grid, visto que todos os carros de fórmula 2 largariam atrás dos F1. Assim, o terceiro lugar no grid ficou com Jackie Stewart, da BRM, que estreava o modelo P-115 e, completando a priemira fila, Dan Gurney com a Eagle. A segunda fila tinha Bruce McLaren, John Surtees e Jack Brabham.Na largada, Clark liderou e Graham Hill, na outra Lotus, que largava em 13º devido um acidente nos treinos, foi empurrado para fora da pista e rodou, tendo que recomeçar do fim do pelotão, atrás até dos carros da Fórmula 2.A liderança de Jim Clark durou apenas três voltas, um pneu furado danificou a suspensão de seu ainda frágil carro que não aguentou os esforços que a pista exigia e o escocês teve que abandonar mais uma corrida.


Os solavancos de Nürburgring provaram ser violentos demais
para o fágil Lotus 49 de Jim Clark.

Dan Gurney tomou a liderança de Denny Hulme e começou o que muitos consideram a melhor corrida da Eagle. O americano encaixou várias voltas rápidas seguidas, marcando,com 8:15.1, a melhor da corrida, e abriu larga vantagem de pouco mais de 40 segundos para o Neo Zelandês, que era seguido por Brabham, depois que McLaren, também em uma Eagle, abandonou devido um problema com a mangueira de óleo.

Em uma corrida fantástica, Dan Gurney liderou por várias voltas antes de
abandonar devido uma quebra.

Além de Gurney, quem também impressionava era Ickx, levando sua Matra F2 na quinta posição, atrás de Stewart. Quando esse escocês também abandonou, Ickx ocupou a quarta posição, sem dúvidas, um grande feito. Porém, na volta 12, sua suspensão dianteira quebrou e o belga também ficou de fora da corrida.Na volta seguinte, a junta universal do semi-eixo da Eagle de Dan Gurney quebrou. Foi o fim de uma belíssima corrida do americano.

Jack Brabham é perseguido por Chris Amon no sinuoso circuito.

Isso fez com que Denny Hulme herdasse a liderança, que ele manteve até o fim, seguido de perto por Jack Brabham e Chris Amon com a Ferrari. O primeiro pódio desde o GP da Itália de 1961 sem um piloto britânico.

Após herdar a liderança de Gurney, Denny Hulme saiu vitorioso da Alemanha.


Um breve, porém belíssimo video retirado do filme "Nine days in summer".


Para saber mais:
Um site com muito mais detalhes sobre a corrida:
http://www.intothered.dk/1967season/67season_nurburg.html

Um vídeo com muito mais detalhes sobre a corrida:
http://videos.streetfire.net/video/F1-1967-Nordschleife-Of_184726.htm

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Ricardo Gomes domina GP de Silverstone e ganha a primeira na liga


Dessa vez a vitória não escapou! Depois de bater na trave em duas oportunidades nesta temporada, o português voador Ricardo Gomes ditou o ritmo de todas as ações do GP de Silverstone e faturou sua primeira vitória na GPL Brasil, no último dia 5 de julho. Partindo da pole position, Gomes soube também tirar proveito do equilibradíssimo conjunto Lotus-Ford nas velozes curvas do lendário traçado britânico e fez barba, cabelo e bigode. Além da pole, da vitória e da volta mais rápida, ele liderou todas as 31 voltas da prova.

A dominância do piloto da Carta Racing sobre seus adversários foi tamanha que o cenário visto durante a corrida era de duas corridas paralelas. À frente, soberano e em um ritmo alucinante, o lusitano construía volta a volta uma espantosa vantagem para os demais carros. Mais atrás, os demais competidores travaram uma batalha ferrenha pelas primeiras posições, com várias ultrapassagens.

Ricardo Gomes deu uma aula no GP britânico e venceu de ponta a ponta

A emoção da prova teve início logo nas votlas iniciais. Raoni Frizzo, segundo no grid de largada, travou uma bela batalha com Ico Oliveira pela vice-liderança. Trocas de posições e arrojo por parte dos dois veteranos levaram ao delírio os público inglês. Um momento digno de reunir uma geração de campeões: os de 2008 e 2007, respectivamente.

No encalço dos dois pilotos, uma legião de oponentes seguiam bem de perto a briga pelo bloco frontal. Otávio Silveira, Eduardo Gaensly, John White, Fernando Tumushi e Thiago Lemos eram alguns nomes dentre os vários que andavam numa impressionante tocada, com desempenhos muito semelhantes.

Aos poucos, como na maioria das corridas de automóveis, os carros foram se dispersando pelo circuito. Ico, então na vice-liderança, teve sua corrida prejudicada por uma série de rodadas que o relegou às posições mais intermediárias. Enquanto isso, Otávio Silveira sofria com a explosão do propulsor de seu Honda, também perdendo preciosos segundo perante à concorrência.

Único a pontuar em todas as provas até o momento, Eduardo Gaensly surpreendeu e terminou em segundo

Na metade da prova o cenário parecia estar caminhando para uma definição. RicardoGomes era seguido por um longínquo Raoni Frizzo que, por sua vez, vivia situação confortável ao arir quinze segundos para seu colega de time, Eduardo Gaensly. Logo atrás, o atual líder do campeonato, John White, embora em uma corrida desta vez mais discreta, subia consideravelmente de produção.

A batalha pelo campeonato sofreu um episódio importante faltando onze voltas para o fim. Com problemas técnicos, o atual campeão Raoni Frizzo abandonou a disputa e agora viu suas chences de conquistar o bi do Mod 67 reduzirem bastante. O que era uma prova para se aproximar da liderança se tranformou em pesadelo para o experiente piloto.

Com a saída de Frizzo, um impressionante Eduardo Gaensly herdou o segunto posto, que não perdeu até a bandeirada final. Regular, o vice de 2007 conquistou seu melhor resultado no ano e entrou também na briga pelo título deste ano. Outra vez muito constante, John White mostrou porque é o atual líder e conseguiu um precioso terceiro lugar, ampliando sua vantagem no campeonato.

John White visitou mais uma vez o pódio e agora é mais líder do que nunca

Outro destaque da prova, Thiago Lemos mais uma vez correu com inteligência, escapou das confusões e faturou uma boa quarta colocação. Logo atrás veio Otávio Silveira, que mesmo com problemas de motor arranjou um lugar no top-5. Fernando Tumushi voltou a pontuar bem, ao completar em sexto. Quem também tem frequentado boas colocações é Tio Italo. O experiente piloto terminou mais uma vez entre os dez melhores, desta vez em sétimo. Ico Oliveira fecou o dia em oitavo, logo à frente de seu parceiro de Pipoca Racing e vice-líder da temporada, Ricardo Ramos. Seu xará, Ricardo Miron, completou os dez primeiros colocados.

Já na Corrida 2, um fato inusitado. Todos os pilotos participantes abandonaram! Nem mesmo o último remanescente da prova, o português Antonio Veríssimus, chegou a atingir a atingir o limite mínimo de 90% das voltas para conquistar pontuação.

Confira abaixo os números finais e unificados do GP: (clique para ampliar)


A próxima parada da temporada 2009 do Mod 1967 é considerada pela maioria dos corredores o maior desafio do ano. Máquinas e pilotos partem para disputar no próximo dia 19 o temido GP de Nürburgring. Altamente traiçoeira, longa e perigosa, a pista alemã pode provocar grandes surpresas e muito suspense na disputa do certame. De concreto, a certeza de que o "Inferno Verde" vai colocar à prova os limites de todos os participantes.