domingo, 9 de maio de 2010

Decepcionado, Ricardo Miron lamenta não ter passado para a corrida principal

Nas últimas temporadas, o piloto Ricardo Miron tem se destacado principalmente pelas suas atuações sólidas. Embora sem figurar entre os primeiros em termos de velocidade, o sempre regular piloto se tornou um especialista em levar seu carro com muita perícia até o final das corridas, fato que o tem deixado sempre bem posicionado na tabela de classificação.
Frustrado por não se classificar entre os melhores no PQ, Ricardo Miron cumpriu o dever de casa e dominou a corrida 2
Entre estas atuações, quase sempre o paulista é presença garantida na corrida principal, e - quando se classifica para a corrida 2 - raramente deixa de vencer. Desta vez, o segundo cenário se fez presente no fim de semana do piloto da KAMF/DAL. No entanto, embora tenha vencido com sobras e garantido o 13º lugar no resultado agregado, ele lamentou profundamente o fato de não ter ido para a disputa principal.
"Broxante! Essa foi minha sensação após o PQ. Por inúmeros fatores não consegui acertar uma única volta e acabei caindo pro server 2. Não vejo problema nisso, mais existem situações que você fica com tanta raiva que é melhor respirar e contar até 10", reclamou.
Após sofrer um acidente na primeira volta que o tirou da liderança, Miron falou que, apesar de logo ter retomado a ponta, encontrou adversidades pelo caminho. "Sem perder muito tempo, volto em terceiro. Em menos de cinco voltas consigo recuperar a ponta, graças a pequenos erros do Ariede e do Marcelo. Daí em diante foi manter a concentração e tomar um monte de sustos com os retardatários, que, para meu espanto, não ajudaram muito nessa corrida", finalizou.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Onyas Claudio lastima problemas técnicos e oportunidade de pontuar bem

O caso de Onyas Claudio poderia se assemelhar ao de Rodrigo Pilenghi. Distante da corrida principal há algumas etapas, o piloto catarinense enfim conseguiu voltar a figurar no grid da corrida 1. Mas, ao contrário de seu colega da Região Sul, a sorte do proprietário da Laffite Racing não foi a mesma.
Após cravar uma excelente marca na pré-qualificação, o competidor garantiu o direito de disputar a bateria principal, mas viu uma ótima oportunidade de figurar entre os dez primeiros ir por água abaixo, graças à uma série de problemas técnicos.
Depois de muita luta, o esforço de Onyas Claudio em ir para a corrida principal acabou em poucas voltas
 "Tanto trabalho para nada. Me superei e fiz um super setup, o carro estava arisco, porém rápido, e em dois dias consegui me adaptar a ele. Esperava uma boa corrida, mas fiquei com lag e aí ficou difícil guiar", relata.
A situação do catarinense ficou tão crítica que o próprio piloto, em decisão conjunta com a equipe, decidiu se retirar da prova, visando proporcionar maior segurança a si mesmo e aos adversários. "Depois de dois acidentes que ocorreram por causa do lag, me senti obrigado a abandonar a corrida. Uma pena, desde Rio Cuarto (Argentina) que eu não ia para o server 1. Dava para ter lutado por um 9° ou 10° lugares, mas paciência. Desculpas a quem eu atrapalhei na corrida", lamentou.

12º, Rodrigo Pilenghi festeja retornar à corrida 1 e terminar GP de Albi

Na última temporada, ele foi eleito uma das revelações da GPL Brasil. Andou no bloco intermediário, fez corridas combativas e chamou a atenção de muitos veteranos da categoria. Agora, com os carros de 1965, Rodrigo Pilenghi não conseguia repetir as boas performances dos bólidos quatro anos mais avançados, fato que deixou o piloto gaúcho desanimado e até cogitando a possibilidade de abandonar as pistas.

Pela primeira vez na temporada, Rodrigo Pilenghi garantiu presença na corrida 1
Pois bem, se o gás necessário para reanimar o competidor da KAMF/DAL for um retorno à participação à corrida 1, esta injeção de ânimo não poderia vir em melhor hora para o jovem piloto. Depois de muitas corridas batendo na trave e sendo eliminado da corrida principal nas pré-classificações, Pilenghi exaltou o fato de ter achado um acerto ideal em Albi e voltar a disputar com os ponteiros. E o melhor de tudo, agarrou a oportunidade e concluiu sua meta de terminar a corrida, marcando pontos.
"Agora Albi, tá eu sei, fui lento pacas, fui o último, levei umas 2 ou 3 voltas do líder, gastei meus dois resets e andei mais lento ainda pra não destruir o carro e abandonar a corrida. Mas tô feliz, afinal, o que um server 1 não faz com uma pessoa?", comemorou.
O competidor tem motivos de sobra pra comemorar, já que sua performance na corrida francesa foi melhor até do que seu companheiro de time, Ricardo Miron, figura quase sempre presente nas corridas principais. Resta agora saber se o ainda novato piloto vai dar continuidade à boa fase que o revelou para a liga no Mod 1969.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Econômico nas palavras, Joubert Amaral ressalta fatos fora de suas expectativas

Depois de algum tempo, o chefe de equipe e piloto da ThunderBird's, Joubert Amaral, voltou a disputar a corrida 1. Às voltas com um desempenho surpreendente e superior aos seus rivais nas últimas etapas, ao terminar em décimo lugar, o participante mineiro viveu sensações completamente opostas em Albi, tanto pelo lado positivo quanto pelo negativo.
Depois de longo tempo fora da corrida 1, Joubert Amaral aproveitou a chance e conquistou pontos
De comuns entre essas experiências, o fato de nenhuma delas estar nas expectativas do piloto. A começar pela classificação para a corrida principal, já que seus adversários diretos registraram durante os treinos livres marcas que complicariam sua missão.
Em seguida, a frustração pelo acidente envolvendo seu parceiro de equipe Raoni Frizzo, quando o mesmo se aproximara para lhe colocar uma volta de vantagem. "Não esperava acabar com a corrida do meu companheiro de equipe, mas já que acabei, desculpa!", lamentou.
Para encerrar, Joubert não perdeu a oportunidade de zombar Caio Lucci, companheiro de liga e rivais na pista em algumas etapas. "Não esperava me recuperar na prova, mas já que consegui, quase uma volta no Caio!", brincou, referindo-se ao seu desempenho superior ao do piloto da Dust Motorsports nesta etapa.

Apesar de sequência de erros, velocidade de Antonio Veríssimus foi destaque em Albi

Pela segunda prova seguida, Antonio Veríssimus tirou o sono dos principais postulantes à vitória na GPL Brasil. Assim como em Zandvoort, o experiente piloto português surpreendeu a concorrência ao exibir um desempenho bastante veloz, principalmente em voltas de qualificação.
O quinto lugar no grid de largada, a menos de sete décimos do pole Fernando Tumushi, mostra que o lusitano vem crescendo no decorrer das etapas e já incomodando o pelotão principal nas classificações. Embora tenha feito uma primeira metade de prova notável, incomodando Thiago Lemos e segurando o ímpeto de John White, Veríssimus não conseguiu repetir a performance nos momentos derradeiros, deixando escapar algumas posições, fato que o deixou decepcionado.
Antonio Veríssimus não conseguiu traduzir sua velocidade em regularidade, mas mesmo assim a rapidez do português impressionou
"Foi uma corrida desastrosa. No início quase ultrapassava o Thiago por esquecimento da regra no arranque. (...) Perdi a concentração e fui sendo invadido por um cansaço galopante (a quimioterapia tem destas coisas), e as asneiras foram-se sucedendo devido ao esforço para recuperar as posições perdidas", lamentou.
Mesmo assim, o competidor da Leprechauns Racing resignou-se e não deixou de elogiar a atuação de seus rivais, mantendo a confiança para Charade, próxima etapa do calendário. "Diga-se ,em abono da verdade, que os meus adversários portaram-se muito bem. Tiveram um salto de perfomance que me deixaram sem capacidade de reação. Parabens à eles. (...) Agora vem Clermont Ferrand. Espero estar mais fresco para esta prova".

Anderson Lopes mantém boa fase e comemora oitavo lugar

Definitivamente, Anderson Lopes parece ter encontrado o caminho para manter a boa fase e marcar presença entre os dez primeiros. Depois de uma ótima aparição em Zandvoort, surpreendendo o bloco intermediário e demonstrando combatividade, o piloto da KAMF Racing confirmou a excelente fase com uma apresentação sólida.

Anderson Lopes chegou a andar em sexto e pela segunda vez seguida figurou entre os 10 melhores
Pela segunda vez consecutiva participando da corrida 1, Lopes comemorou sua "bela corrida", segundo análise do próprio piloto, mas ressaltou também algumas dificuldades encontradas pelo caminho até a conquista da sua posição de chegada e as estratégias que se revelaram essenciais para o bom resultado.
"No qualify me preocupei em fazer um tempo bom logo, para treinar com o carro de tanque cheio. Tática mais que acertada", constata. "Fui surpreendido por uma batida do Caio na Curva 1, e perdi duas posições. Logo após, errei sozinho e perdi a posição para o Antonio (Veríssimus). Mas fui buscar e depois de erro do Verissimus passei ele, e tivemos uma briga, no qual consegui me defender e salvar a posição", detalha.
Além da felicidade com o desempenho, o piloto exaltou o bom resultado alcançado pela sua equipe, que a colocou numa ótima situação na liderança do campeonato de times. "A KAMF disparou no campeonato de equipes, graças às belas atuações de Lemos e Fernando, que voltou com tudo para o campeonato de pilotos, e conquistou brilhantemente a vitória. Parabéns a todos por mais um grande evento!", encerra.

Sexto, Eduardo Gaensly volta a figurar entre os ponteiros

Depois de uma performance pouco usual em Zandvoort, onde não conseguiu se fixar entre os 14 primeiros na pré-qualificação e foi submetido a disputar a corrida 2, o veterano Eduardo Gaensly reagiu sua performance em uma semana e fez em Albi uma de suas melhores aparições na temporada, coroada com um bom sexto lugar.
Mas, para garantir os preciosos pontos, o experiente competidor não teve vida fácil durante todas as 36 voltas da prova, passando grande parte delas duelando com o veteraníssimo Ricardo Ramos e o também gabaritado Alan Lopez pela quinta colocação. Outro fator que dificultou as ações de Gaensly nos momentos iniciais foi o acidente entre Raoni Frizzo e John White, do qual não conseguiu escapar.
Eduardo Gaensly fecha mais uma volta para levar sua Lotus ao sexto lugar
"Na última curva vi que tinha uma confusão à frente. Escolhi ir por dentro, mas foi a escolha errada. O John tinha rodado e estava voltando, tentei escapar pelo monte no lado interno, mas não deu. O carro rodou, por sorte deu um 360º e eu não perdi muito tempo, mas caí pra décimo ali", conta.
O competidor ainda destacou sua disputa com Alan no final da prova, após ver o argentino descontar uma diferença de oito segundos e ultrapassá-lo no retão. No entanto, Eduardo foi premiado com a recuperação do sexto posto, ao ver o sulamericano rodar faltando duas voltas para o final.
Naturalmente, ele não perdeu a chance de alfinetar seu oponente de longa data, Ricardo Ramos. "No treino, consegui de novo ficar na casa dos 1:15 e larguei em uma surpreendente sexta posição! Na frente do Rica! Se tivesse terminado na frente dele na corrida mandaria um "Chupa Rica" agora, mas...", brinca.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Ricardo Ramos festeja 5º lugar em "corrida para lavar a alma"

Nesta temporada, não tem sido figurinha tão carimbada nos GP's como de costume. Por isso mesmo, o veterano Ricardo Ramos desta vez não aparece entre os primeiros colocados na 7ª temporada da GPL Brasil, ao passo em que na 5ª temporada chegou a liderar a tabela.
Ricardo Ramos resgatou a boa fase, resistiu à pressão de Eduardo Gaensly e voltou a frequentar o top-5 em Albi
Ausente na corrida em Zandvoort, o participante da Pipoca Racing voltou às atividades em Albi com uma atuação acima da média. E a recompensa foi um suado quinto lugar, que foi bastante comemorado pelo experiente competidor, que adotou uma estratégia agressiva nos treinos, sem deixar de lado a consistência durante a prova.
"Quando fui pro qualy, fui pra cima em todas as cuvas e fiz o sétimo tempo. Já estava satisfeito", argumenta. "Na largada, uma confusão e passei ileso. Aí sim veio a luta. Ficar na pista, ser constante e rápido. Nunca me concentrei tanto por tanto tempo. Foi muito bom, até uma hora que o Edu (Gaensly) começou a vir pra cima, mantive a calma e não deixava ele chegar perto", relatou, sobre sua disputa com o veterano colega de pista.
Para finalizar, o Mister México comemorou o fato de voltar a figurar entre os cinco primeiros. "Quando terminou e eu estava em quinto, fiquei muito contente!", vibrou.

Thiago Lemos, 4º, destaca uma série de dificuldades enfrentadas em Albi

O piloto capixaba Thiago Lemos conseguiu novamente figurar entre os cinco primeiros em Albi, corrida que venceu no ano passado e foi vice-campeão em 2008. Desta vez, o competidor da KAMF Racing não foi ao pódio, mas conquistou um bom quarto lugar, diante de várias dificuldade relatadas pelo campeão do Mod 65 em 2008.

O experiente Thiago Lemos enfrentou problemas de saúde e técnicos, mas foi à luta e conseguiu o quarto posto
"Pra começar, eu estava de estômago cheio. Maldito ovomaltine!", reclama, referindo-se aos problemas de saúde. "Na pré-classificação, dei três voltas, mas o volante travou quando fui aos boxes. Fiz cinco minutos de treino e esperei o resto", conta.
Sabendo das limitações de equipamento e os demais problemas de saúde, o experiente piloto resolveu apostar numa estratégia um pouco mais conservadora e garantir interessantes pontos para o campeonato. "Na corrida, já que eu nao estava tão bem, resolvi que ia ser conservador no início e depois ver se atacava mais, se o carro e minha saúde permitissem".
O piloto chegou a andar em terceiro por certos momentos, mas não resistiu à pressão de John White e acabou terminando em quarto, colocando pela segunda vez seguida seu carro entre os 5 melhores, já que foi ao pódio em Zandvoort, na terceira colocação.
Por fim, Lemos comentou sobre o triunfo de seu colega de time, Fernando Tumushi, e fez um prognóstico do decorrer do campeonato. "Fernando tira mais pontos do John. Acho que vão chegar próximos no fim do campeonato. Essa briga promete!".

John White lamenta acidente no início e vê vantagem na tabela diminuir

O incrivelmente regular John White mais uma vez fez jus ao seu status de 'senhor consistência' e figurou no pódio no GP de Albi. Mais incrível ainda é a estatística que o piloto da Pipoca Racing carrega consigo. Em 11 etapas realizadas, o atual campeão do Mod 67 e da Tríplice Coroa teve como pior resultado um quarto lugar, marca impressionante em um campeonato tão equilibrado.
Mas se em algumas etapas um terceiro ou quarto lugares foram motivos de comemoração por parte do piloto paulistano, o mesmo não pode se dizer na apresentação deste final de semana. Após se envolver em um toque com Raoni Frizzo logo no final da primeira volta, rodar e perder algumas posições, a corrida do atual líder do campeonato ficou comprometida, já que não teve condições de brigar pela vitória.

John White não escondeu a frustração ao ver sua corrida comprometida após um acidente com Raoni, embora tenha terminado em terceiro
"Decepção, essa é a palavra para descrever minha corrida", lamentou após a prova. "Poderia ter sido bem, aliás, bem melhor não. Talvez um pouco só ou nada, mas poderia ter feito uma prova limpa (fazia tempo que não me envolvia em acidente). Isso é chato, mas tá valendo. Se eu não tivesse nada a perder poderia ter tentado uma manobra mais arrojada no Tumushi na primeira volta. Pena.", argumentou.
Embora visivelmente chateado com o acidente sofrido e a oportunidade desperdiçada de brigar pela vitória, John se mantém na liderança do campeonato, embora agora em vantagem menor para Fernando Tumushi, ao qual rasgou elogios após o fim das atividades em Albi.
"Parabéns Fernando! Mostrou que atualmente é o melhor piloto da liga com mais uma linda prova, coroada com vitória. Posso dizer que já tive azar durante o campeonato, mas você também teve, então estamos quites. E continuo afirmando que você (Fernando) é o franco favorito para o título! Definitivaente não vou conseguir segurar o ímpeto de quem quer ser campeão e com méritos", finalizou.

Após corrida de altos e baixos, Frizzo valoriza segundo lugar

Em Albi, o terceiro pódio consecutivo, sucedendo o segundo lugar em Nürburgring e a vitória em Zandvoort. Embora a performance do atual campeão do Mod 65, Raoni Frizzo, não tenha chegado ao ótimo nível que o coroou na última etapa, o piloto da ThunderBird's valorizou a segunda colocação, apesar dos problemas e acidentes enfrentados durante o GP.

Diante de alguns contratempos, Raoni Frizzo saiu de Albi satisfeito com a segunda colocação
"Depois da batida (com Joubert), demorei pra recuperar a concentração. Sabia que não tinha mais como chegar e ainda cometi uns 2 ou 3 erros que permitiram a aproximação do John. A partir daí, faltando umas 15 voltas, encontrei um ritmo bacana e administrei a situação, até levar o carro para a bandeirada. No fim das contas, diante de tantos problemas, foi um resultado muito bom e uma corrida bem divertida", analisa.
Embora o resultado o tenha deixado mais uma vez bem colocado na tabela, o piloto constatou - de forma bem humorada - que o resultado acrescentou sua estatística de falta de sorte no circuito albigense. Segundo o piloto, a corrida de 2010 junta-se à uma sequência de azares, iniciada em 2008, onde sempre teve um conjunto competitivo, mas esbarrou nos próprios erros ou em problemas técnicos.
Por fim, o vencedor de Solitude e Zandvoort valorizou a conquista de Fernando Tumushi, principalmente pela atuação sólida de seu rival. "Parabéns especial ao Fernando, que fez pole, liderou de ponta a ponta e foi muito regular quando estava no seu encalço. Fez uma corrida bem constante e foi premiado com uma merecida vitória que o recoloca com força na briga pela taça", concluiu.

Uma vitória em cinco atos

Mais do que uma simples vitória, o triunfo de Fernando Tumushi no GP de Albi pode representar uma reviravolta nas ações da 7ª temporada da GPL Brasil ou, ao menos, dar a dramaticidade necessária a qualquer decisão de campeonato.
Para o piloto da KAMF Racing, a conquista não representa apenas números, mas também a injeção de ânimo necessária para manter o atual líder da temporada, John White, na sua alça de mira. E, para isso, um triunfo no aeródromo era uma tarefa providencial. No final das ações no circuito, o competidor era só alegria. 
"Obrigado a todos pelos parabéns e ofereço os mesmos parabéns a todos que participaram. A diferença (para John White) cai pra 10 (pontos) se o resultado se confirmar e ainda temos 4 provas para disputar. Espero que tenhamos um final disputado na última prova, pois tem sido boa a briga", comenta.
Porém, o que pode ser constatado, é que a vitória de Fernando pode ser dividida em uma série de atos que, somados, foram de grande utilidade para a sólida apresentação do vice-líder da temporada.

1º ato - Lotus: uma decisão ousada, porém acertada
Enquanto seus principais rivais apostavam no potencial de Brabham BT11 - com John White - e Ferrari - nas mãos de Raoni Frizzo e Thiago Lemos - o vencedor decidiu optar pelo equilibrado conjunto da Lotus, dono de um motor confiável e eficiente, somado a um chassi bem equilibrado, e parece ter acertado na mosca na sua escolha.
"Durante a semana corri visando um setup de corrida. Testei BT11 e Lotus, mas a Brabham nao rendeu o esperado, logo tive de gastar uma Lotus, mas foi o pulo do gato", vibra.

 Fernando Tumushi lidera o pelotão após a largada em Albi: pole position providencial
2º ato - Uma pole position fundamental
É fato que em Albi, circuito com grandes áreas de escape e bons pontos de ultrapassagem, a posição de honra no grid de largada não é garantia alguma de sucesso no resultado final. Ao contrário da última prova em Zandvoort - este, um circuito bem mais travado e estreito - onde a pole de Raoni Frizzo foi item crucial para seu triunfo.
Mas, dado o equlíbrio enorme de forças entre os ponteiros durante todo o campeonato, largar da primeira posição passou a ser um interessante artifício em qualquer circuito. Embora não fosse decisiva, a atuação do piloto londrinense, ao marcar excelentes 1:14,48 no treino classificatório, foi de utilidade tremenda para se defender dos ataques da concorrência.

3º ato - Primeira volta e enroscos dos principais adversários
O que parecia ser um prenúncio de uma largada extremamente complicada se tornou, ao menos uma primeira volta de certo alívio. Depois de receber forte pressão de John White e conseguir resistí-la durante a primeira metade do giro incial da prova, Tumushi contou com um enrosco entre o líder do campeonato e Raoni Frizzo, terceiro no grid e determinado a assumir a segunda colocação. Um toque entre seus dois oponentes na Virage du Karting fez John rodar e perder posições, deixando-o longe de qualquer perspectiva de ataque pela liderança.

4º ato - Acidente caseiro entre pilotos da ThunderBird's
Após a movimentação da primeira volta, a liderança de Fernando não fora ameaçada de forma agressiva em momento algum, mas a presença de Raoni Frizzo próximo ao seu bólido dava indícios de que o líder da prova não teria sossego até o último dos 36 giros da prova, sempre com seu rival a uma distância na casa dos dois segundos.
Mas se o atual campeão do Mod 65 tinha alguma pretensão de incomodar o líder da prova, a ideia tratou de ser cortada antes mesmo da metade da corrida. E, pitorescamente, pelo seu colega e chefe de equipe, Joubert Amaral, ao encontrá-lo para colocar uma volta de vantagem. Os pilotos da ThunderBird's se desentenderam na tomada para a primeira curva do circuito e se tocaram. O saldo resultou na Ferrari de Frizzo rodando e indo visitar a proteção de feno, acarretando em um bom tempo perdido.

Uma corrida extremamente regular recolocou o piloto da KAMF com força na briga pelo título
5º ato - Consistência: a chave para o sucesso

Pode ser que todos os fatos narrados acima tenham contribuído para o resultado final em Albi. Mas inegável é o pensamento que, mesmo sem os acontecimentos anteriores, seria muito difícil algum piloto tirar das mãos do proprietário da KAMF o troféu de vencedor na etapa francesa. Principalmente por ele não ter cometido erros durante todas as voltas, haja visto que nas estatísticas pós-corrida figurou como o competidor mais consistente, além de ter efetuado a segunda melhor volta da prova.

"Desde Rouen/09 não me sentia tão seguro dirigindo um carro do GPL. Fiquei satisfeito em ter visto também que consgeui todas as voltas no asfalto e a melhor consistência da prova, fatos dificeis de acontecer visto o jeito que eu ando", comemorou o vencedor.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Fernando Tumushi vence GP de Albi e esquenta briga pelo título


O Grande Prêmio de Albi, realizado pela GPL Brasil neste domingo (2), colocou ainda mais fogo na disputa pelo título da 7ª temporada da liga. Em atuação sólida e impecável, Fernando Tumushi, piloto da KAMF, faturou a etapa francesa, dominando as ações desde o baixar da bandeira verde. De quebra, o atual vice-líder do campeonato freou o crescimento de seu adversário direto pela taça, John White, e ganhou um fôlego providencial para chegar à reta final da competição nos calcanhares do piloto da Pipoca Racing.
Como previsto, um equilibrado embate entre os dois postulante à coroa de campeão foi registrado desde as ações da pré-qualificação, sempre acompanhados pelo piloto da ThunderBird's e vencedor da última etapa, Raoni Frizzo.
O PQ registrou algumas boas surpresas, como o retorno de Onyas Claudio e do jovem Rodrigo Pilenghi à corrida 1. Mais adiante, o português Antonio Verissimus repetiu a boa atuação de Zandvoort e colocou sua Lotus entre os melhores classificados.
Quando a disputa foi para valer, Tumushi logo fez questão de mostrar suas cartas e cravou com sua Lotus a veloz marca de 1:14,485, garantindo assim a posição de honra no grid, seguido de perto pelos rivais John White, a bordo de uma Brabham BT11, e Raoni Frizzo, sob o comando de uma Ferrari. Logo atrás, um sempre regular Thiago Lemos ocupava o quarto posto no grid, enquanto o surpreendente Antonio Verissimus fechava os cinco primeiros.

Fernando Tumushi aproveitou o vacilo da concorrência para vencer de ponta a ponta e encostar na briga pelo título
Com o agitar da bandeira verde, um agressivo John White não perdeu tempo e foi ao ataque sobre o pole-position, com ambos disputando a freada no final do retão. Melhor para Fernando, que resistiu aos avanços do líder do campeonato e ainda viu Frizzo aproveitar a confusão logo à sua frente para mergulhar em busca da segunda colocação.
Neste momento aconteceria um lance crucial para o desenrolar da corrida. Frizzo e White duelaram lado a lado por alguns metros, até a ocorrência de um toque entre ambos, após o atual do campeão do Mod 65 fechar a trajetória de seu oponente. Pior para White, que rodou e perdeu algumas posições, tendo que partir para uma prova de recuperação.
Com isso, a disputa se resumiu à persguição de Raoni à Fernando, que passaram boa parte das primeiras voltas alternando tempos e mantendo uma diferença por volta da casa dos dois segundos, seguidos mais atrás por Thiago, enquanto Verissimus tentava resistir às investidas de White para sustentar o quarto posto. Logo mais atrás, os veteranos Ricardo Ramos e Eduardo Gaensly faziam boas apresentações, liderando o bloco intermediário.

Raoni Frizzo engatou uma boa fase e somou seu terceiro pódio consecutivo, ao terminar em segundo
Perto da metade da prova, outro lance decisivo para a supremacia de Tumushi. Ao encontrar seu chefe de equipe para lhe colocar uma volta de vantagem, Raoni Frizzo foi albaroado por Joubert Amaral na entrada da Curva 1, indo parar na proteção de feno e dando adeus às chances de vitória.
A trapalhada entre os colegas de equipe colocou o líder da prova em situação ainda mais confortável, agora com mais de 10 segundos de vantagem. Frizzo mantinha-se em segundo, agora com Lemos mais próximo. Este, por sua vez, era pressionado por um combativo White, já em quarto. Posição que não frequentaria por muito tempo, ao superar o campeão de 2008 do Mod 65 depois de um erro do piloto da KAMF.
Alguns erros de Frizzo permitiram a aproximação de John na briga pelo segundo lugar, mas a reação do líder da temporada parou por aí. No final, vitória incontestável de Fernando Tumushi, que faturou sua segunda corrida no campeonato - a primeira sendo Rio Cuarto - e encostou na briga pelo título.
Mesmo diante dos erros, Raoni Frizzo manteve sua boa fase de resultados e conseguiu seu terceiro pódio consecutivo, ao finalizar em segundo. John White, por sua vez, reagiu aos contratempos inciais e foi buscar mais um pódio, afirmando sua impressionante regularidade em toda a temporada.

Após uma rodada no início, John White fez excepcional corrida de recuperação e fechou no terceiro lugar do pódio
Consistência que também vem sendo característica de Thiago Lemos, que mais uma vez figurou no top-5, ao fechar o dia em quarto, seguido por um ótimo Ricardo Ramos, de volta às atividades após um período de ausências. Quem também brilhou em Albi foi Eduardo Gaensly. Após figurar na corrida 2 em Zandvoort, o experiente competidor voltou à boa forma e terminou em sexto, logo à frente da Ferrari de Alan Lopez.
Mais uma vez entre os dez primeiros, Anderson Lopes manteve a boa fase e ficou em oitavo, trazendo consigo, respectivamente, a Lotus de Antonio Verissimus e a Ferrari de Joubert Amaral.
Já na corrida 2, destaque para a atuação de Ricardo Miron, que partiu da pole e não teve dficuldades para levar seu carro até bandeirada final no primeiro posto, conseguindo assim o 13º lugar no resultado agregado. Marcelo van Kampen e o argentino Eduardo Marrapodi, completaram o pódio. Confira abaixo os resultados completos do GP: (clique para ampliar)

Com a briga pelo título cada vez mais apertada e a quatro corridas da definição do campeonato, máquinas e pilotos partem agora para os arredores de Clermont-Ferrand, onde irão disputar a 11ª etapa no próximo dia 16. Promessa de novas emoções em um dos campeonatos mais equilibrados da liga.

sábado, 1 de maio de 2010

Uma história de milênios, lutas e tradição


Dando continuidade à nossa série de postagens sobre Albi - palco da próxima etapa da 7ª temporada da GPL Brasil - nosso foco nesta publicação é conhecer um pouco mais sobre a cultura, as curiosidades e peculiaridades que esta histórica cidade francesa possui, em sua longa história.

A trajetória do surgimento das corridas e do circuito do município todos vocês já sabem. Agora, as memórias de Albi nos remetem a um longínquo passado milenar. A origem do nome da cidade gera controvérsias, já que suposições apontam que a nomenclatura deriva do prefixo celta "Alp" (que significa local escarpado), enquanto outras hipóteses remetem a uma associação para o nome "Albius", um cidadão notável que viveu na região na época romana, e para o termo "alba" - derivado do latim - que faz elo aos penhascos dos entornos da cidade.

Vista da catedral da cidade, a partir da Ponte Antiga

Mas, achismos à parte, o início da civilização albigense data de mais de dois mil anos de existência. Segundo estudos, o território de Albigeois foi conquistado pelos romanos no anos 51 a.C., embora indícios apontem que a região se tornou apenas uma base modesta das forças de Roma.

Margeada pelo rio Tarn, Albi só foi iniciar sua expansão de forma mais significativa depois de um milênio, quando - em 1040 - foi construída a Pont Veux, ou a chamada Ponte Antiga, fato crucial para a expansão das riquezas e urbanização do terrítório.

Porém, o fato mais marcante da história de Albi aconteceu nos séculos XII e XIII, quando o local foi importante centro de propagação do movimento cátaro, uma seita cristão politeísta, considerada herege e reprimida pela Igreja Católica. A disseminação da ideologia contrária aos princípios católicos culminou com repressões violentas na chamada "Cruzada Albigense", que durou 35 anos e resultou numa enorme série de mortos e o enfraquecimento dos cátaros.

Curiosidade: A banda de heavy metal Iron Maiden lançou em 2003, no seu disco "Dance of Death", uma canção chamada Montsegur, cujo conteúdo conta a história da Cruzada Albigense.

A Ponte Antiga possui quase mil anos e foi marco na expansâo econômica de Albi

Após esta violenta passagem, foi construída a obra que está entre os maiores marcos da civilização albigense. A catedral Sainte-Cécile d'Albi (chamada também de "Catedral de Albi") é uma impressionante obra arquitetônica constituída de pedras, cuja construção tem como marco ter durado quase 200 anos! Precedida por outras construções oriundas desde o século IV, a atual configuração gótica teve seu levantamento iniciado em 1282 e finalizado somente em 1480. Hoje, a catedral é um dos mais cobiçados pontos de visitação turística da cidade, assim como a velha ponte, o museu de cera e algumas casas históricas típicas da região.

Atualmente, a cidade - situada a aproximadamente 85 km de Toulouse - ainda possui na sua economia resquícios de uma época em que a cultura do carvão dominava as atividades da região. Mas desde os anos 90 o local se tornou notável pelos seus braços universitários, reagrupados em 2002 no Centro Universitário Jean-François Champollion. Outra atividade que ajuda no desenvolveimento da região é a indústria de laboratórios farmacêuticos Pierre Fabre.

A Catedral de Santa Cecília levou quase 2 séculos para ser construída e é uma das parincipais atrações turísticas da cidade

Entre as famosidades ligadas à comuna, podemos destacar o atleta Romain Mesnil, vice-campeão mundial no salto com vara em 2007; Georges Pompidou, presidente francês entre as décadas de 60 e 70; e Henri de Toulouse-Lautrec, renomado pintor do país durante o século XIX.

Além do automobilismo, a população albigense conta com a presença de dois times de rugby (SC Albi e RC Albi), esporte popular por aquelas bandas, além de ter sediado uma etapa da tradicionalíssima Volta da França em 2007, competição de ciclismo mais famosa do mundo.

Além das corridas, o aeroporto de Albi recebe aeronaves de pequeno porte

É nesta mescla de novas atividades e contraste com suas origens que o pouco mais de 50 mil habitantes de Albi mantém suas tradições e paixão pelo automobilismo. Com certeza, um local imperdível para se visitar.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Um pouco de história: Circuit d'Albi

Saudações aos amigos e fãs da GPL Brasil!

Como podemos acompanhar pela movimentação em nosso fórum, a 7ª temporada da liga vai chegando aos seus derradeiros e decisivos momentos. Os carros de 1965 estão há poucas semanas de saberem quem será o campeão do certame. E, nesse embate pela taça, envolvendo principalmente os concorrentes John White, Fernando Tumushi e Alex Ortiz, o próximo circuito do calendário pode ser um divisor de águas na ferrenha disputa.

Neste próximo domingo, 2 de maio, máquinas e carros desembarcarão na França para a disputa da 10ª etapa de um total de 14 previstas. E o palco do ronco dos motores já é velho conhecido da maioria dos participantes. O circuito de Albi aos poucos tornou-se presença cativa no calendário da GPL Brasil e também caiu no gosto dos pilotos.

Foto aérea do Circuito de Albi, antes de sua última reforma, em 2009

Mas o que faz de Albi um lugar tão aclamado e bem cotado? Os ingredientes podem ser muitos, mas podemos destacar alguns que são cruciais neste sucesso de aprovação, que sempre proporciona bons eventos. É o que você saberá nas próximas linhas, conhecendo um pouco de sua história, suas características e até mesmo algumas curiosidades.

Mas como diria o velho pleonasmo, vamos começar do começo! E o começo nos remete a um longo passado, mais precisamente numa viagem ao tempo para 80 anos atrás. Pois bem, neste ano de 2010 uma série de eventos e reformas no circuito comemoram e preservam uma memória longeva do tradicional local, situado próximo à cidade de Le Séquestre, no sudoeste francês. Mas engana-se quem pensa que sua história se resume apenas aos entornos do aeródromo de Le Séquestre

Os fins de 1927 reservaram conversas entre grupos de motociclistas pelas redondezas de Albi. Entre algumas das pautas, surgiu a ideia de expressarem todo seu fanatismo e paixão pelas corridas. Foi o embrião de uma associação criada em 1928 e que começou a tomar forma dois anos depois, sob o nome de Moto Camping Club Albigeois, ou simplesmente MCCA. Vale lembrar que o termo "albigeois" nos remete ao português "albigenses", como são chamados os naturais daquela cidade.

Com uma estrutura mais organizada e focada, a associação trouxe aos albigenses o primeiro evento automobilístico por aquelas bandas: a escalada (ou hill climb, como chamam os fas do segmento) de Mascrabière, em 1930. Assim como o primeiro evento, o primeiro Grande Prêmio oficial não tardou a ser realizado.

 Traçado da primeira corrida, realizada nas estradas da região em 1933

Em 1933, foi debutado o primeiro evento em caráter de Grande Prêmio. O traçado, embora presente pelas redondezas daquela região, nada tem a ver com o aeródromo atual. Uma série de estradas montavam o percurso de mais de 9 km, passando pelas proximidades de Albi, Saint-Juery e Montplaisir. Oficialmente, o traçado carregava a nomenclatura de Circuit des Planques. Coube ao piloto local Pierre Veyron vencer o primeiro GP da história de Albi (e também dominar as ações em 1934 e 1935).

Logo após o primeiro ano, uma modificação no traçado. O hairpin próximo à Albi fora antecipado, para dar lugar às tribunas recém-instaladas onde previamente havia pista. Com isso, a extensão do traçado diminui alguns metros, sendo quase de 9 km.

O ano de 1946 foi um marco na história da caompetição naquele local. Pela primeira vez, vários grandes pilotos de nível mundial passaram a competir no GP francês, entre eles o lendário italiano Tazio Nuvolari que, a bordo de sua Maserati, venceu com autoridade o evento, que contou com a participação do também aclamado Luigi Villoresi, dono do melhor giro da prova naquela edição.

Largada da edição de 1947 do GP, que já contava à essa altura com grandes nomes do automobilismo mundial

O circuito continuou sediando eventos - embora sempre em caráter não-oficial para campeonatos - e recebendo grandes nomes das pistas daquela época, como Juan Manuel Fangio, Maurice Trintignant, Giuseppe Farina e inclusive o brasileiro Chico Landi, que conduziu uma Ferrari na edição de 1952 a um brilhante segundo lugar, atrás apenas de seu colega de equipe italiana, Louis Rosier.

O ano de 1954 reservou uma profunda mudança no trajeto do circuito. Renomeado então para Circuit Raymond Sommer, o percurso foi reduzido para econômicos 2991 metros, ainda mantendo algumas seções do velho traçado, como pode ser visto na ilustração à esquerda.

Mas as mudanças não duraram por muito tempo. O desastroso e trágico acidente em Le Mans em 1955 foi estopim para que as atividades em Albi fossem interrompidas, visto o trauma vivenciado no mesmo país, que culminou com dezenas de mortos.

O hiato de competições na região albigense durou até 1959, quando os motores voltaram a roncar no aeródromo próximo ao antigo local de disputas. A configuração do traçado entornava a principal pista de pouso e decolagem de aviões e é configuração - intitulada Circuit du Séquestre - bastante conhecida pelos fãs de corridas, com extensão de 3636 metros e duas longas retas, mesclando com curvas travadas e outras de raio longo.

A nova configuração chamou a atenção dos pilotos e em 1964 começaram a serem disputadas corridas de Fórmula 2 pelo ágil e desafiador traçado, cabendo ao mítico Jack Brabham ser o primeiro triunfante à bordo dos carros semelhantes aos F1. Embora rumores apontassem para a realização de uma corrida de Fórmula 1 no circuito para o ano de 1970, o Circuit Du Séquestre jamais recebeu tais máquinas, se resumindo apenas à eventos de F2, que perduraram até 1973, com o italiano Vittorio Brambilla colocando seu nome na história como o último vencedor do evento, guiando um March 732 - BMW. Evento, aliás, que contou com feras como Emerson Fittipaldi, Ronnie Peterson, José Carlos Pace, Jochen Mass e John Watson.

Jochen Rindt e sua excêntrica Brabham participaram do evento de F2 realizado no circuito, no ano de 1968

Desde então, o Circuito de Albi passou a receber categorias de menor expressão, como F3, caompetições de turismo, fórmulas juniores, motociclismo e eventos de encontros de automóveis. Em 1985, a mesma associação que proporcionou as primeiras emoções à população local se tornou no Comitê de Gestão do Circuito de Albi (CGCA) e passou a cuidar da manutenção do local.

Visando aumentar a segurança do traçado, em 1988 o circuito recebeu uma chicane dupla na sua reta principal, fato lamentado por alguns fãs. A partir desta modificação, outras reformas vieram, como a criação de duas novas chicanes, sendo a última delas em 2009, ano em que o circuito passou pela sua última modificação.

Para as comemorações dos 80 anos da criação da associação, estão programados uma série de eventos no aeródromo, como um encontro de Peugeots antigos - marcado para junho -, o 68º Grande Prêmio de Albi (com competição de carros de turismo) e a final do Campeonato Francês de Superbike, ambos os dois últimos marcados para o mês de setembro.

Atualmente, Albi sedia uma série de eventos de categorias menores, como turismo, monopostos e motociclismo

Diante de tanta história de várias décadas, é gratificante observar que o Cuicuito de Albi está mais vivo do que nunca, sendo reformado e, principalmente, preservando a memória de tantos bons e saudosos eventos que um dia embalaram e continuam o fanatismo dos albigenses pelos carros e motos. Os francófonos de plantão podem visitar o site oficial do circuito e conhecer demais histórias e informações sobre o local.

Essa é a primeira de uma série de postagens sobre Albi que iremos publicar no decorrer desta semana, que antecede a realização da corrida. Espero que sirvam para aquecer as expectativas de todos e, claro, sempre acrescentar conhecimento. Até a próxima!