quarta-feira, 5 de maio de 2010

Econômico nas palavras, Joubert Amaral ressalta fatos fora de suas expectativas

Depois de algum tempo, o chefe de equipe e piloto da ThunderBird's, Joubert Amaral, voltou a disputar a corrida 1. Às voltas com um desempenho surpreendente e superior aos seus rivais nas últimas etapas, ao terminar em décimo lugar, o participante mineiro viveu sensações completamente opostas em Albi, tanto pelo lado positivo quanto pelo negativo.
Depois de longo tempo fora da corrida 1, Joubert Amaral aproveitou a chance e conquistou pontos
De comuns entre essas experiências, o fato de nenhuma delas estar nas expectativas do piloto. A começar pela classificação para a corrida principal, já que seus adversários diretos registraram durante os treinos livres marcas que complicariam sua missão.
Em seguida, a frustração pelo acidente envolvendo seu parceiro de equipe Raoni Frizzo, quando o mesmo se aproximara para lhe colocar uma volta de vantagem. "Não esperava acabar com a corrida do meu companheiro de equipe, mas já que acabei, desculpa!", lamentou.
Para encerrar, Joubert não perdeu a oportunidade de zombar Caio Lucci, companheiro de liga e rivais na pista em algumas etapas. "Não esperava me recuperar na prova, mas já que consegui, quase uma volta no Caio!", brincou, referindo-se ao seu desempenho superior ao do piloto da Dust Motorsports nesta etapa.

Apesar de sequência de erros, velocidade de Antonio Veríssimus foi destaque em Albi

Pela segunda prova seguida, Antonio Veríssimus tirou o sono dos principais postulantes à vitória na GPL Brasil. Assim como em Zandvoort, o experiente piloto português surpreendeu a concorrência ao exibir um desempenho bastante veloz, principalmente em voltas de qualificação.
O quinto lugar no grid de largada, a menos de sete décimos do pole Fernando Tumushi, mostra que o lusitano vem crescendo no decorrer das etapas e já incomodando o pelotão principal nas classificações. Embora tenha feito uma primeira metade de prova notável, incomodando Thiago Lemos e segurando o ímpeto de John White, Veríssimus não conseguiu repetir a performance nos momentos derradeiros, deixando escapar algumas posições, fato que o deixou decepcionado.
Antonio Veríssimus não conseguiu traduzir sua velocidade em regularidade, mas mesmo assim a rapidez do português impressionou
"Foi uma corrida desastrosa. No início quase ultrapassava o Thiago por esquecimento da regra no arranque. (...) Perdi a concentração e fui sendo invadido por um cansaço galopante (a quimioterapia tem destas coisas), e as asneiras foram-se sucedendo devido ao esforço para recuperar as posições perdidas", lamentou.
Mesmo assim, o competidor da Leprechauns Racing resignou-se e não deixou de elogiar a atuação de seus rivais, mantendo a confiança para Charade, próxima etapa do calendário. "Diga-se ,em abono da verdade, que os meus adversários portaram-se muito bem. Tiveram um salto de perfomance que me deixaram sem capacidade de reação. Parabens à eles. (...) Agora vem Clermont Ferrand. Espero estar mais fresco para esta prova".

Anderson Lopes mantém boa fase e comemora oitavo lugar

Definitivamente, Anderson Lopes parece ter encontrado o caminho para manter a boa fase e marcar presença entre os dez primeiros. Depois de uma ótima aparição em Zandvoort, surpreendendo o bloco intermediário e demonstrando combatividade, o piloto da KAMF Racing confirmou a excelente fase com uma apresentação sólida.

Anderson Lopes chegou a andar em sexto e pela segunda vez seguida figurou entre os 10 melhores
Pela segunda vez consecutiva participando da corrida 1, Lopes comemorou sua "bela corrida", segundo análise do próprio piloto, mas ressaltou também algumas dificuldades encontradas pelo caminho até a conquista da sua posição de chegada e as estratégias que se revelaram essenciais para o bom resultado.
"No qualify me preocupei em fazer um tempo bom logo, para treinar com o carro de tanque cheio. Tática mais que acertada", constata. "Fui surpreendido por uma batida do Caio na Curva 1, e perdi duas posições. Logo após, errei sozinho e perdi a posição para o Antonio (Veríssimus). Mas fui buscar e depois de erro do Verissimus passei ele, e tivemos uma briga, no qual consegui me defender e salvar a posição", detalha.
Além da felicidade com o desempenho, o piloto exaltou o bom resultado alcançado pela sua equipe, que a colocou numa ótima situação na liderança do campeonato de times. "A KAMF disparou no campeonato de equipes, graças às belas atuações de Lemos e Fernando, que voltou com tudo para o campeonato de pilotos, e conquistou brilhantemente a vitória. Parabéns a todos por mais um grande evento!", encerra.

Sexto, Eduardo Gaensly volta a figurar entre os ponteiros

Depois de uma performance pouco usual em Zandvoort, onde não conseguiu se fixar entre os 14 primeiros na pré-qualificação e foi submetido a disputar a corrida 2, o veterano Eduardo Gaensly reagiu sua performance em uma semana e fez em Albi uma de suas melhores aparições na temporada, coroada com um bom sexto lugar.
Mas, para garantir os preciosos pontos, o experiente competidor não teve vida fácil durante todas as 36 voltas da prova, passando grande parte delas duelando com o veteraníssimo Ricardo Ramos e o também gabaritado Alan Lopez pela quinta colocação. Outro fator que dificultou as ações de Gaensly nos momentos iniciais foi o acidente entre Raoni Frizzo e John White, do qual não conseguiu escapar.
Eduardo Gaensly fecha mais uma volta para levar sua Lotus ao sexto lugar
"Na última curva vi que tinha uma confusão à frente. Escolhi ir por dentro, mas foi a escolha errada. O John tinha rodado e estava voltando, tentei escapar pelo monte no lado interno, mas não deu. O carro rodou, por sorte deu um 360º e eu não perdi muito tempo, mas caí pra décimo ali", conta.
O competidor ainda destacou sua disputa com Alan no final da prova, após ver o argentino descontar uma diferença de oito segundos e ultrapassá-lo no retão. No entanto, Eduardo foi premiado com a recuperação do sexto posto, ao ver o sulamericano rodar faltando duas voltas para o final.
Naturalmente, ele não perdeu a chance de alfinetar seu oponente de longa data, Ricardo Ramos. "No treino, consegui de novo ficar na casa dos 1:15 e larguei em uma surpreendente sexta posição! Na frente do Rica! Se tivesse terminado na frente dele na corrida mandaria um "Chupa Rica" agora, mas...", brinca.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Ricardo Ramos festeja 5º lugar em "corrida para lavar a alma"

Nesta temporada, não tem sido figurinha tão carimbada nos GP's como de costume. Por isso mesmo, o veterano Ricardo Ramos desta vez não aparece entre os primeiros colocados na 7ª temporada da GPL Brasil, ao passo em que na 5ª temporada chegou a liderar a tabela.
Ricardo Ramos resgatou a boa fase, resistiu à pressão de Eduardo Gaensly e voltou a frequentar o top-5 em Albi
Ausente na corrida em Zandvoort, o participante da Pipoca Racing voltou às atividades em Albi com uma atuação acima da média. E a recompensa foi um suado quinto lugar, que foi bastante comemorado pelo experiente competidor, que adotou uma estratégia agressiva nos treinos, sem deixar de lado a consistência durante a prova.
"Quando fui pro qualy, fui pra cima em todas as cuvas e fiz o sétimo tempo. Já estava satisfeito", argumenta. "Na largada, uma confusão e passei ileso. Aí sim veio a luta. Ficar na pista, ser constante e rápido. Nunca me concentrei tanto por tanto tempo. Foi muito bom, até uma hora que o Edu (Gaensly) começou a vir pra cima, mantive a calma e não deixava ele chegar perto", relatou, sobre sua disputa com o veterano colega de pista.
Para finalizar, o Mister México comemorou o fato de voltar a figurar entre os cinco primeiros. "Quando terminou e eu estava em quinto, fiquei muito contente!", vibrou.

Thiago Lemos, 4º, destaca uma série de dificuldades enfrentadas em Albi

O piloto capixaba Thiago Lemos conseguiu novamente figurar entre os cinco primeiros em Albi, corrida que venceu no ano passado e foi vice-campeão em 2008. Desta vez, o competidor da KAMF Racing não foi ao pódio, mas conquistou um bom quarto lugar, diante de várias dificuldade relatadas pelo campeão do Mod 65 em 2008.

O experiente Thiago Lemos enfrentou problemas de saúde e técnicos, mas foi à luta e conseguiu o quarto posto
"Pra começar, eu estava de estômago cheio. Maldito ovomaltine!", reclama, referindo-se aos problemas de saúde. "Na pré-classificação, dei três voltas, mas o volante travou quando fui aos boxes. Fiz cinco minutos de treino e esperei o resto", conta.
Sabendo das limitações de equipamento e os demais problemas de saúde, o experiente piloto resolveu apostar numa estratégia um pouco mais conservadora e garantir interessantes pontos para o campeonato. "Na corrida, já que eu nao estava tão bem, resolvi que ia ser conservador no início e depois ver se atacava mais, se o carro e minha saúde permitissem".
O piloto chegou a andar em terceiro por certos momentos, mas não resistiu à pressão de John White e acabou terminando em quarto, colocando pela segunda vez seguida seu carro entre os 5 melhores, já que foi ao pódio em Zandvoort, na terceira colocação.
Por fim, Lemos comentou sobre o triunfo de seu colega de time, Fernando Tumushi, e fez um prognóstico do decorrer do campeonato. "Fernando tira mais pontos do John. Acho que vão chegar próximos no fim do campeonato. Essa briga promete!".

John White lamenta acidente no início e vê vantagem na tabela diminuir

O incrivelmente regular John White mais uma vez fez jus ao seu status de 'senhor consistência' e figurou no pódio no GP de Albi. Mais incrível ainda é a estatística que o piloto da Pipoca Racing carrega consigo. Em 11 etapas realizadas, o atual campeão do Mod 67 e da Tríplice Coroa teve como pior resultado um quarto lugar, marca impressionante em um campeonato tão equilibrado.
Mas se em algumas etapas um terceiro ou quarto lugares foram motivos de comemoração por parte do piloto paulistano, o mesmo não pode se dizer na apresentação deste final de semana. Após se envolver em um toque com Raoni Frizzo logo no final da primeira volta, rodar e perder algumas posições, a corrida do atual líder do campeonato ficou comprometida, já que não teve condições de brigar pela vitória.

John White não escondeu a frustração ao ver sua corrida comprometida após um acidente com Raoni, embora tenha terminado em terceiro
"Decepção, essa é a palavra para descrever minha corrida", lamentou após a prova. "Poderia ter sido bem, aliás, bem melhor não. Talvez um pouco só ou nada, mas poderia ter feito uma prova limpa (fazia tempo que não me envolvia em acidente). Isso é chato, mas tá valendo. Se eu não tivesse nada a perder poderia ter tentado uma manobra mais arrojada no Tumushi na primeira volta. Pena.", argumentou.
Embora visivelmente chateado com o acidente sofrido e a oportunidade desperdiçada de brigar pela vitória, John se mantém na liderança do campeonato, embora agora em vantagem menor para Fernando Tumushi, ao qual rasgou elogios após o fim das atividades em Albi.
"Parabéns Fernando! Mostrou que atualmente é o melhor piloto da liga com mais uma linda prova, coroada com vitória. Posso dizer que já tive azar durante o campeonato, mas você também teve, então estamos quites. E continuo afirmando que você (Fernando) é o franco favorito para o título! Definitivaente não vou conseguir segurar o ímpeto de quem quer ser campeão e com méritos", finalizou.

Após corrida de altos e baixos, Frizzo valoriza segundo lugar

Em Albi, o terceiro pódio consecutivo, sucedendo o segundo lugar em Nürburgring e a vitória em Zandvoort. Embora a performance do atual campeão do Mod 65, Raoni Frizzo, não tenha chegado ao ótimo nível que o coroou na última etapa, o piloto da ThunderBird's valorizou a segunda colocação, apesar dos problemas e acidentes enfrentados durante o GP.

Diante de alguns contratempos, Raoni Frizzo saiu de Albi satisfeito com a segunda colocação
"Depois da batida (com Joubert), demorei pra recuperar a concentração. Sabia que não tinha mais como chegar e ainda cometi uns 2 ou 3 erros que permitiram a aproximação do John. A partir daí, faltando umas 15 voltas, encontrei um ritmo bacana e administrei a situação, até levar o carro para a bandeirada. No fim das contas, diante de tantos problemas, foi um resultado muito bom e uma corrida bem divertida", analisa.
Embora o resultado o tenha deixado mais uma vez bem colocado na tabela, o piloto constatou - de forma bem humorada - que o resultado acrescentou sua estatística de falta de sorte no circuito albigense. Segundo o piloto, a corrida de 2010 junta-se à uma sequência de azares, iniciada em 2008, onde sempre teve um conjunto competitivo, mas esbarrou nos próprios erros ou em problemas técnicos.
Por fim, o vencedor de Solitude e Zandvoort valorizou a conquista de Fernando Tumushi, principalmente pela atuação sólida de seu rival. "Parabéns especial ao Fernando, que fez pole, liderou de ponta a ponta e foi muito regular quando estava no seu encalço. Fez uma corrida bem constante e foi premiado com uma merecida vitória que o recoloca com força na briga pela taça", concluiu.

Uma vitória em cinco atos

Mais do que uma simples vitória, o triunfo de Fernando Tumushi no GP de Albi pode representar uma reviravolta nas ações da 7ª temporada da GPL Brasil ou, ao menos, dar a dramaticidade necessária a qualquer decisão de campeonato.
Para o piloto da KAMF Racing, a conquista não representa apenas números, mas também a injeção de ânimo necessária para manter o atual líder da temporada, John White, na sua alça de mira. E, para isso, um triunfo no aeródromo era uma tarefa providencial. No final das ações no circuito, o competidor era só alegria. 
"Obrigado a todos pelos parabéns e ofereço os mesmos parabéns a todos que participaram. A diferença (para John White) cai pra 10 (pontos) se o resultado se confirmar e ainda temos 4 provas para disputar. Espero que tenhamos um final disputado na última prova, pois tem sido boa a briga", comenta.
Porém, o que pode ser constatado, é que a vitória de Fernando pode ser dividida em uma série de atos que, somados, foram de grande utilidade para a sólida apresentação do vice-líder da temporada.

1º ato - Lotus: uma decisão ousada, porém acertada
Enquanto seus principais rivais apostavam no potencial de Brabham BT11 - com John White - e Ferrari - nas mãos de Raoni Frizzo e Thiago Lemos - o vencedor decidiu optar pelo equilibrado conjunto da Lotus, dono de um motor confiável e eficiente, somado a um chassi bem equilibrado, e parece ter acertado na mosca na sua escolha.
"Durante a semana corri visando um setup de corrida. Testei BT11 e Lotus, mas a Brabham nao rendeu o esperado, logo tive de gastar uma Lotus, mas foi o pulo do gato", vibra.

 Fernando Tumushi lidera o pelotão após a largada em Albi: pole position providencial
2º ato - Uma pole position fundamental
É fato que em Albi, circuito com grandes áreas de escape e bons pontos de ultrapassagem, a posição de honra no grid de largada não é garantia alguma de sucesso no resultado final. Ao contrário da última prova em Zandvoort - este, um circuito bem mais travado e estreito - onde a pole de Raoni Frizzo foi item crucial para seu triunfo.
Mas, dado o equlíbrio enorme de forças entre os ponteiros durante todo o campeonato, largar da primeira posição passou a ser um interessante artifício em qualquer circuito. Embora não fosse decisiva, a atuação do piloto londrinense, ao marcar excelentes 1:14,48 no treino classificatório, foi de utilidade tremenda para se defender dos ataques da concorrência.

3º ato - Primeira volta e enroscos dos principais adversários
O que parecia ser um prenúncio de uma largada extremamente complicada se tornou, ao menos uma primeira volta de certo alívio. Depois de receber forte pressão de John White e conseguir resistí-la durante a primeira metade do giro incial da prova, Tumushi contou com um enrosco entre o líder do campeonato e Raoni Frizzo, terceiro no grid e determinado a assumir a segunda colocação. Um toque entre seus dois oponentes na Virage du Karting fez John rodar e perder posições, deixando-o longe de qualquer perspectiva de ataque pela liderança.

4º ato - Acidente caseiro entre pilotos da ThunderBird's
Após a movimentação da primeira volta, a liderança de Fernando não fora ameaçada de forma agressiva em momento algum, mas a presença de Raoni Frizzo próximo ao seu bólido dava indícios de que o líder da prova não teria sossego até o último dos 36 giros da prova, sempre com seu rival a uma distância na casa dos dois segundos.
Mas se o atual campeão do Mod 65 tinha alguma pretensão de incomodar o líder da prova, a ideia tratou de ser cortada antes mesmo da metade da corrida. E, pitorescamente, pelo seu colega e chefe de equipe, Joubert Amaral, ao encontrá-lo para colocar uma volta de vantagem. Os pilotos da ThunderBird's se desentenderam na tomada para a primeira curva do circuito e se tocaram. O saldo resultou na Ferrari de Frizzo rodando e indo visitar a proteção de feno, acarretando em um bom tempo perdido.

Uma corrida extremamente regular recolocou o piloto da KAMF com força na briga pelo título
5º ato - Consistência: a chave para o sucesso

Pode ser que todos os fatos narrados acima tenham contribuído para o resultado final em Albi. Mas inegável é o pensamento que, mesmo sem os acontecimentos anteriores, seria muito difícil algum piloto tirar das mãos do proprietário da KAMF o troféu de vencedor na etapa francesa. Principalmente por ele não ter cometido erros durante todas as voltas, haja visto que nas estatísticas pós-corrida figurou como o competidor mais consistente, além de ter efetuado a segunda melhor volta da prova.

"Desde Rouen/09 não me sentia tão seguro dirigindo um carro do GPL. Fiquei satisfeito em ter visto também que consgeui todas as voltas no asfalto e a melhor consistência da prova, fatos dificeis de acontecer visto o jeito que eu ando", comemorou o vencedor.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Fernando Tumushi vence GP de Albi e esquenta briga pelo título


O Grande Prêmio de Albi, realizado pela GPL Brasil neste domingo (2), colocou ainda mais fogo na disputa pelo título da 7ª temporada da liga. Em atuação sólida e impecável, Fernando Tumushi, piloto da KAMF, faturou a etapa francesa, dominando as ações desde o baixar da bandeira verde. De quebra, o atual vice-líder do campeonato freou o crescimento de seu adversário direto pela taça, John White, e ganhou um fôlego providencial para chegar à reta final da competição nos calcanhares do piloto da Pipoca Racing.
Como previsto, um equilibrado embate entre os dois postulante à coroa de campeão foi registrado desde as ações da pré-qualificação, sempre acompanhados pelo piloto da ThunderBird's e vencedor da última etapa, Raoni Frizzo.
O PQ registrou algumas boas surpresas, como o retorno de Onyas Claudio e do jovem Rodrigo Pilenghi à corrida 1. Mais adiante, o português Antonio Verissimus repetiu a boa atuação de Zandvoort e colocou sua Lotus entre os melhores classificados.
Quando a disputa foi para valer, Tumushi logo fez questão de mostrar suas cartas e cravou com sua Lotus a veloz marca de 1:14,485, garantindo assim a posição de honra no grid, seguido de perto pelos rivais John White, a bordo de uma Brabham BT11, e Raoni Frizzo, sob o comando de uma Ferrari. Logo atrás, um sempre regular Thiago Lemos ocupava o quarto posto no grid, enquanto o surpreendente Antonio Verissimus fechava os cinco primeiros.

Fernando Tumushi aproveitou o vacilo da concorrência para vencer de ponta a ponta e encostar na briga pelo título
Com o agitar da bandeira verde, um agressivo John White não perdeu tempo e foi ao ataque sobre o pole-position, com ambos disputando a freada no final do retão. Melhor para Fernando, que resistiu aos avanços do líder do campeonato e ainda viu Frizzo aproveitar a confusão logo à sua frente para mergulhar em busca da segunda colocação.
Neste momento aconteceria um lance crucial para o desenrolar da corrida. Frizzo e White duelaram lado a lado por alguns metros, até a ocorrência de um toque entre ambos, após o atual do campeão do Mod 65 fechar a trajetória de seu oponente. Pior para White, que rodou e perdeu algumas posições, tendo que partir para uma prova de recuperação.
Com isso, a disputa se resumiu à persguição de Raoni à Fernando, que passaram boa parte das primeiras voltas alternando tempos e mantendo uma diferença por volta da casa dos dois segundos, seguidos mais atrás por Thiago, enquanto Verissimus tentava resistir às investidas de White para sustentar o quarto posto. Logo mais atrás, os veteranos Ricardo Ramos e Eduardo Gaensly faziam boas apresentações, liderando o bloco intermediário.

Raoni Frizzo engatou uma boa fase e somou seu terceiro pódio consecutivo, ao terminar em segundo
Perto da metade da prova, outro lance decisivo para a supremacia de Tumushi. Ao encontrar seu chefe de equipe para lhe colocar uma volta de vantagem, Raoni Frizzo foi albaroado por Joubert Amaral na entrada da Curva 1, indo parar na proteção de feno e dando adeus às chances de vitória.
A trapalhada entre os colegas de equipe colocou o líder da prova em situação ainda mais confortável, agora com mais de 10 segundos de vantagem. Frizzo mantinha-se em segundo, agora com Lemos mais próximo. Este, por sua vez, era pressionado por um combativo White, já em quarto. Posição que não frequentaria por muito tempo, ao superar o campeão de 2008 do Mod 65 depois de um erro do piloto da KAMF.
Alguns erros de Frizzo permitiram a aproximação de John na briga pelo segundo lugar, mas a reação do líder da temporada parou por aí. No final, vitória incontestável de Fernando Tumushi, que faturou sua segunda corrida no campeonato - a primeira sendo Rio Cuarto - e encostou na briga pelo título.
Mesmo diante dos erros, Raoni Frizzo manteve sua boa fase de resultados e conseguiu seu terceiro pódio consecutivo, ao finalizar em segundo. John White, por sua vez, reagiu aos contratempos inciais e foi buscar mais um pódio, afirmando sua impressionante regularidade em toda a temporada.

Após uma rodada no início, John White fez excepcional corrida de recuperação e fechou no terceiro lugar do pódio
Consistência que também vem sendo característica de Thiago Lemos, que mais uma vez figurou no top-5, ao fechar o dia em quarto, seguido por um ótimo Ricardo Ramos, de volta às atividades após um período de ausências. Quem também brilhou em Albi foi Eduardo Gaensly. Após figurar na corrida 2 em Zandvoort, o experiente competidor voltou à boa forma e terminou em sexto, logo à frente da Ferrari de Alan Lopez.
Mais uma vez entre os dez primeiros, Anderson Lopes manteve a boa fase e ficou em oitavo, trazendo consigo, respectivamente, a Lotus de Antonio Verissimus e a Ferrari de Joubert Amaral.
Já na corrida 2, destaque para a atuação de Ricardo Miron, que partiu da pole e não teve dficuldades para levar seu carro até bandeirada final no primeiro posto, conseguindo assim o 13º lugar no resultado agregado. Marcelo van Kampen e o argentino Eduardo Marrapodi, completaram o pódio. Confira abaixo os resultados completos do GP: (clique para ampliar)

Com a briga pelo título cada vez mais apertada e a quatro corridas da definição do campeonato, máquinas e pilotos partem agora para os arredores de Clermont-Ferrand, onde irão disputar a 11ª etapa no próximo dia 16. Promessa de novas emoções em um dos campeonatos mais equilibrados da liga.

sábado, 1 de maio de 2010

Uma história de milênios, lutas e tradição


Dando continuidade à nossa série de postagens sobre Albi - palco da próxima etapa da 7ª temporada da GPL Brasil - nosso foco nesta publicação é conhecer um pouco mais sobre a cultura, as curiosidades e peculiaridades que esta histórica cidade francesa possui, em sua longa história.

A trajetória do surgimento das corridas e do circuito do município todos vocês já sabem. Agora, as memórias de Albi nos remetem a um longínquo passado milenar. A origem do nome da cidade gera controvérsias, já que suposições apontam que a nomenclatura deriva do prefixo celta "Alp" (que significa local escarpado), enquanto outras hipóteses remetem a uma associação para o nome "Albius", um cidadão notável que viveu na região na época romana, e para o termo "alba" - derivado do latim - que faz elo aos penhascos dos entornos da cidade.

Vista da catedral da cidade, a partir da Ponte Antiga

Mas, achismos à parte, o início da civilização albigense data de mais de dois mil anos de existência. Segundo estudos, o território de Albigeois foi conquistado pelos romanos no anos 51 a.C., embora indícios apontem que a região se tornou apenas uma base modesta das forças de Roma.

Margeada pelo rio Tarn, Albi só foi iniciar sua expansão de forma mais significativa depois de um milênio, quando - em 1040 - foi construída a Pont Veux, ou a chamada Ponte Antiga, fato crucial para a expansão das riquezas e urbanização do terrítório.

Porém, o fato mais marcante da história de Albi aconteceu nos séculos XII e XIII, quando o local foi importante centro de propagação do movimento cátaro, uma seita cristão politeísta, considerada herege e reprimida pela Igreja Católica. A disseminação da ideologia contrária aos princípios católicos culminou com repressões violentas na chamada "Cruzada Albigense", que durou 35 anos e resultou numa enorme série de mortos e o enfraquecimento dos cátaros.

Curiosidade: A banda de heavy metal Iron Maiden lançou em 2003, no seu disco "Dance of Death", uma canção chamada Montsegur, cujo conteúdo conta a história da Cruzada Albigense.

A Ponte Antiga possui quase mil anos e foi marco na expansâo econômica de Albi

Após esta violenta passagem, foi construída a obra que está entre os maiores marcos da civilização albigense. A catedral Sainte-Cécile d'Albi (chamada também de "Catedral de Albi") é uma impressionante obra arquitetônica constituída de pedras, cuja construção tem como marco ter durado quase 200 anos! Precedida por outras construções oriundas desde o século IV, a atual configuração gótica teve seu levantamento iniciado em 1282 e finalizado somente em 1480. Hoje, a catedral é um dos mais cobiçados pontos de visitação turística da cidade, assim como a velha ponte, o museu de cera e algumas casas históricas típicas da região.

Atualmente, a cidade - situada a aproximadamente 85 km de Toulouse - ainda possui na sua economia resquícios de uma época em que a cultura do carvão dominava as atividades da região. Mas desde os anos 90 o local se tornou notável pelos seus braços universitários, reagrupados em 2002 no Centro Universitário Jean-François Champollion. Outra atividade que ajuda no desenvolveimento da região é a indústria de laboratórios farmacêuticos Pierre Fabre.

A Catedral de Santa Cecília levou quase 2 séculos para ser construída e é uma das parincipais atrações turísticas da cidade

Entre as famosidades ligadas à comuna, podemos destacar o atleta Romain Mesnil, vice-campeão mundial no salto com vara em 2007; Georges Pompidou, presidente francês entre as décadas de 60 e 70; e Henri de Toulouse-Lautrec, renomado pintor do país durante o século XIX.

Além do automobilismo, a população albigense conta com a presença de dois times de rugby (SC Albi e RC Albi), esporte popular por aquelas bandas, além de ter sediado uma etapa da tradicionalíssima Volta da França em 2007, competição de ciclismo mais famosa do mundo.

Além das corridas, o aeroporto de Albi recebe aeronaves de pequeno porte

É nesta mescla de novas atividades e contraste com suas origens que o pouco mais de 50 mil habitantes de Albi mantém suas tradições e paixão pelo automobilismo. Com certeza, um local imperdível para se visitar.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Um pouco de história: Circuit d'Albi

Saudações aos amigos e fãs da GPL Brasil!

Como podemos acompanhar pela movimentação em nosso fórum, a 7ª temporada da liga vai chegando aos seus derradeiros e decisivos momentos. Os carros de 1965 estão há poucas semanas de saberem quem será o campeão do certame. E, nesse embate pela taça, envolvendo principalmente os concorrentes John White, Fernando Tumushi e Alex Ortiz, o próximo circuito do calendário pode ser um divisor de águas na ferrenha disputa.

Neste próximo domingo, 2 de maio, máquinas e carros desembarcarão na França para a disputa da 10ª etapa de um total de 14 previstas. E o palco do ronco dos motores já é velho conhecido da maioria dos participantes. O circuito de Albi aos poucos tornou-se presença cativa no calendário da GPL Brasil e também caiu no gosto dos pilotos.

Foto aérea do Circuito de Albi, antes de sua última reforma, em 2009

Mas o que faz de Albi um lugar tão aclamado e bem cotado? Os ingredientes podem ser muitos, mas podemos destacar alguns que são cruciais neste sucesso de aprovação, que sempre proporciona bons eventos. É o que você saberá nas próximas linhas, conhecendo um pouco de sua história, suas características e até mesmo algumas curiosidades.

Mas como diria o velho pleonasmo, vamos começar do começo! E o começo nos remete a um longo passado, mais precisamente numa viagem ao tempo para 80 anos atrás. Pois bem, neste ano de 2010 uma série de eventos e reformas no circuito comemoram e preservam uma memória longeva do tradicional local, situado próximo à cidade de Le Séquestre, no sudoeste francês. Mas engana-se quem pensa que sua história se resume apenas aos entornos do aeródromo de Le Séquestre

Os fins de 1927 reservaram conversas entre grupos de motociclistas pelas redondezas de Albi. Entre algumas das pautas, surgiu a ideia de expressarem todo seu fanatismo e paixão pelas corridas. Foi o embrião de uma associação criada em 1928 e que começou a tomar forma dois anos depois, sob o nome de Moto Camping Club Albigeois, ou simplesmente MCCA. Vale lembrar que o termo "albigeois" nos remete ao português "albigenses", como são chamados os naturais daquela cidade.

Com uma estrutura mais organizada e focada, a associação trouxe aos albigenses o primeiro evento automobilístico por aquelas bandas: a escalada (ou hill climb, como chamam os fas do segmento) de Mascrabière, em 1930. Assim como o primeiro evento, o primeiro Grande Prêmio oficial não tardou a ser realizado.

 Traçado da primeira corrida, realizada nas estradas da região em 1933

Em 1933, foi debutado o primeiro evento em caráter de Grande Prêmio. O traçado, embora presente pelas redondezas daquela região, nada tem a ver com o aeródromo atual. Uma série de estradas montavam o percurso de mais de 9 km, passando pelas proximidades de Albi, Saint-Juery e Montplaisir. Oficialmente, o traçado carregava a nomenclatura de Circuit des Planques. Coube ao piloto local Pierre Veyron vencer o primeiro GP da história de Albi (e também dominar as ações em 1934 e 1935).

Logo após o primeiro ano, uma modificação no traçado. O hairpin próximo à Albi fora antecipado, para dar lugar às tribunas recém-instaladas onde previamente havia pista. Com isso, a extensão do traçado diminui alguns metros, sendo quase de 9 km.

O ano de 1946 foi um marco na história da caompetição naquele local. Pela primeira vez, vários grandes pilotos de nível mundial passaram a competir no GP francês, entre eles o lendário italiano Tazio Nuvolari que, a bordo de sua Maserati, venceu com autoridade o evento, que contou com a participação do também aclamado Luigi Villoresi, dono do melhor giro da prova naquela edição.

Largada da edição de 1947 do GP, que já contava à essa altura com grandes nomes do automobilismo mundial

O circuito continuou sediando eventos - embora sempre em caráter não-oficial para campeonatos - e recebendo grandes nomes das pistas daquela época, como Juan Manuel Fangio, Maurice Trintignant, Giuseppe Farina e inclusive o brasileiro Chico Landi, que conduziu uma Ferrari na edição de 1952 a um brilhante segundo lugar, atrás apenas de seu colega de equipe italiana, Louis Rosier.

O ano de 1954 reservou uma profunda mudança no trajeto do circuito. Renomeado então para Circuit Raymond Sommer, o percurso foi reduzido para econômicos 2991 metros, ainda mantendo algumas seções do velho traçado, como pode ser visto na ilustração à esquerda.

Mas as mudanças não duraram por muito tempo. O desastroso e trágico acidente em Le Mans em 1955 foi estopim para que as atividades em Albi fossem interrompidas, visto o trauma vivenciado no mesmo país, que culminou com dezenas de mortos.

O hiato de competições na região albigense durou até 1959, quando os motores voltaram a roncar no aeródromo próximo ao antigo local de disputas. A configuração do traçado entornava a principal pista de pouso e decolagem de aviões e é configuração - intitulada Circuit du Séquestre - bastante conhecida pelos fãs de corridas, com extensão de 3636 metros e duas longas retas, mesclando com curvas travadas e outras de raio longo.

A nova configuração chamou a atenção dos pilotos e em 1964 começaram a serem disputadas corridas de Fórmula 2 pelo ágil e desafiador traçado, cabendo ao mítico Jack Brabham ser o primeiro triunfante à bordo dos carros semelhantes aos F1. Embora rumores apontassem para a realização de uma corrida de Fórmula 1 no circuito para o ano de 1970, o Circuit Du Séquestre jamais recebeu tais máquinas, se resumindo apenas à eventos de F2, que perduraram até 1973, com o italiano Vittorio Brambilla colocando seu nome na história como o último vencedor do evento, guiando um March 732 - BMW. Evento, aliás, que contou com feras como Emerson Fittipaldi, Ronnie Peterson, José Carlos Pace, Jochen Mass e John Watson.

Jochen Rindt e sua excêntrica Brabham participaram do evento de F2 realizado no circuito, no ano de 1968

Desde então, o Circuito de Albi passou a receber categorias de menor expressão, como F3, caompetições de turismo, fórmulas juniores, motociclismo e eventos de encontros de automóveis. Em 1985, a mesma associação que proporcionou as primeiras emoções à população local se tornou no Comitê de Gestão do Circuito de Albi (CGCA) e passou a cuidar da manutenção do local.

Visando aumentar a segurança do traçado, em 1988 o circuito recebeu uma chicane dupla na sua reta principal, fato lamentado por alguns fãs. A partir desta modificação, outras reformas vieram, como a criação de duas novas chicanes, sendo a última delas em 2009, ano em que o circuito passou pela sua última modificação.

Para as comemorações dos 80 anos da criação da associação, estão programados uma série de eventos no aeródromo, como um encontro de Peugeots antigos - marcado para junho -, o 68º Grande Prêmio de Albi (com competição de carros de turismo) e a final do Campeonato Francês de Superbike, ambos os dois últimos marcados para o mês de setembro.

Atualmente, Albi sedia uma série de eventos de categorias menores, como turismo, monopostos e motociclismo

Diante de tanta história de várias décadas, é gratificante observar que o Cuicuito de Albi está mais vivo do que nunca, sendo reformado e, principalmente, preservando a memória de tantos bons e saudosos eventos que um dia embalaram e continuam o fanatismo dos albigenses pelos carros e motos. Os francófonos de plantão podem visitar o site oficial do circuito e conhecer demais histórias e informações sobre o local.

Essa é a primeira de uma série de postagens sobre Albi que iremos publicar no decorrer desta semana, que antecede a realização da corrida. Espero que sirvam para aquecer as expectativas de todos e, claro, sempre acrescentar conhecimento. Até a próxima!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Um pouco de história: East London

Olá amigos que curtem o GPL e também a nossa liga. Assim como neste ano que está terminando, 2010 trará logo em janeiro o reinício das atividades do GPL Brasil através do campeonato do Mod 65, 7ª temporada da liga. Assim como no certame evento deste Mod, o circuito que terá a honra de iniciar nossas atividades nesta nova década que vai começar é o circuito sul-africano de East London, famoso por receber a F1 nos anos 60. Aproveitando o embalo, vamos conhecer um pouco da história deste autódromo e também da cidade que o abriga.


Traçado do circuito Prince George

A cidade de East London na verdade situa-se dentro da municipalidade local de Buffalo City, criada em 2000 com o intuito de promover uma reorganização territorial no país. Além da própria East London, a municipalidade inclui também as cidades de King William's Town e Bhisho.

Além do próprio passado automobilístico na F1, East London hoje é conhecida por sua indústria automotiva. A antiga DaimlerChrysler (hoje Daimler AG) possui uma forte linha de produção perto do porto de East London, onde exporta carros para diversos lugares do mundo. Mas também se destacam a indústria têxtil, farmacêutica e alimentícia.


Vista aérea da cidade, próxima ao mar

Atualmente, East London, que se tornou um município no ano de 1914, possui uma população de mais de 400 mil habitantes, em sua maioria negros. Outra curiosidade demográfica da cidade é que muitos moradores são aposentados, e se situam na cidade graças à boa atmosfera do local e o clima ameno.

Muitos não sabem, mas East London é a terra natal do campeão de Fórmula 1 de 1979, Jody Scheckter, bem como de seu irmão - que também competiu de F1 na mesma época - Ian Scheckter. Outro esportista famoso nascido no município é a nadadora Joan Harrison, campeã olímpica nos 100 m costas nos Jogos de 1952, disputados em Helsinki, capital da Finlândia.


Estádui Buffalo Park, famoso por receber partidas de críquete, esporte muito popular na cidade e, por tabela, no país

O principal jornal da cidade é o Dispatch, que trata tanto de assuntos locais como até mesmo temas de nível internacional. Quem estiver interessado pode conferir uma versão online do jornal.

O circuito Prince George foi aberto na década de 30, recebendo nos anos de 1934, 1936, 1937, 1938 e 1939 o Grande Prêmio da África do Sul. Estas edições receberam grandes pilotos da época, como por exemplo o alemão Bernd Rosemeyer e o italiano Luigi Villoresi, vencedor da edição de 1939. Com a II Guerra Mundial, as corridas tiveram um considerável hiato, só voltando às atividades em 1960. Naquele ano duas corridas foram realizadas, uma vencida pelo belga Paul Frère, e outra pelo famoso britânico Stirling Moss.


Circuito de East London recebendo uma corrida de motovelocidade

Em 1962, o traçado foi incorporado ao calendário da Fórmula, tendo como seu primeiro vencedor Graham Hill. East London recebeu a categoria mais duas vezes, nos anos de 1963 e 1965, com ambos possuindo como vencedor o escocês Jim Clark. A F1 ainda visitou o autódromo no ano seguinte, mas a corrida não contou pontos para o campeonato. Coube ao britânico Mike Spence a honra de ser o último vencedor da história do circuito com um carro de F1.

Uma curiosidade da pista é que ela, durante a II Guerra Mundial, foi usada como pista de testes das fábricas alemãs de pneus. Por ser considerado muito pequeno para os F1, a categoria mudou-se para Kyalami. Assim, East London perdeu parte de sua notoriedade, recebendo apenas corridas de menor porte.


Jim Clark foi o vencedor da última edição oficial da corrida na F1, em 1965

O futuro do autódromo corre sérios riscos. Há um projeto para demolição do todo o autódromo para transformar a área em um moderno centro universitário. Para ajudar a manter a história do automobilismo africano, foi criada uma petição online para tentar reverter a situação. Se vocês quiserem ajudar a causa, podem assiná-la clicando neste link: http://www.petitiononline.com/ELGP2008/petition.html

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Tríplice Coroa termina em grande estilo

Olá amigos!

Mais um torneio do ano de 2009 teve fim, dessa vez foi a Tríplice Coroa, que contempla as 3 corridas mais importantes do mundo: Indianapólis, Le Mans Sarthe e Mônaco.

Tivemos 3 vencedores diferentes e muitas emoções, como John White vencendo em Indy, Raoni Frizzo brilhando na mítica pista de Le Mans e Fernando Tumushi superando as grandes dificuldades da pista de Mônaco. No geral, acabou prevalecendo a regularidade de John White, o único a pontuar nas 3 corridas.

O Blog GPL Brasil não poderia deixar passar em branco e trouxe uma entrevista com os 3 vencedores e o grande campeão, na sequência: Raoni Frizzo, Fernando Tumushi e John White.

Raoni Frizzo

Você venceu em Le Mans Sarthe, como foi a sua vitória, conte-nos:
Apesar de eu estar crente de que havia achado um bom acerto pra Ferrari em Le Mans, sabia que uma vitória seria uma missão muito difícil. Pelo fato de você não correr apenas contra seus oponentes (aliás, de altíssimo nível), mas também correr contra si mesmo. Eu lembro que no começo da corrida estávamos num grupo de 4 carros e, graças ao efeito forte do vácuo, ninguém conseguia uma vantagem razoável. A pressão era grande!

Mesmo nos momentos em que estive sozinho na pista, travei uma dura batalha contra o cansaço físico e mental. As voltas iam passando, o tempo moendo a concentração, mas felizmente consegui levar com cautela o carro até o fim. Foi sem dúvida uma das minhas vitórias mais inesquecíveis na liga, não só pelo fato de ter sido um evento de resistência, mas por ter tido a honra de duelar contra pilotos altamente regulares e correr numa pista emblemática. Foi uma experiência fantástica!

Qual o segredo de um corrida de longa duração, para você?
Acho que numa corrida desse tipo, você deve deixar um pouco de lado o quão rápido você está numa volta de qualificação. Lógico que ter um bom rendimento é importante para ser competitivo, mas o crucial é saber das suas limitações e as do carro, e manter o foco sempre. Nem sempre isso é possível e acabamos errando, eventualmente...hehehehe...mas o segredo pra isso é treinar cada vez mais, principalmente trechos longos. Acho que isso ajuda a engrandecer o piloto, tecnicamente falando.

O que você achou do evento?
Na minha opinião este foi um evento do mais alto nível possível. Particularmente, eu sou fã desse tipo de corrida de longa duração, e foi bacana ver o pessoal treinando bastante e comparecendo aos eventos. Outro ponto a ser valorizado foi a garra de todos os competidores. Até mesmo quem sofria um precoce abandono numa etapa não se abatia, e na próxima estava de novo disputando curvas com o pessoal. Eu espero que no futuro continuemos a realizar eventos assim. Todos os que participaram estão de parabéns!

Fale um pouco sobre o título do John White:
Falar que o John é um piloto excepcional seria um pleonasmo até. Mas esse título veio pra confirmar a enorme capacidade dele de ser rápido e constante, características que fazem dele um piloto completo. Sem dúvidas ele é uma referência a todos nós que estamos correndo neste espaço. Além disso, é um grande cara, o que valoriza ainda mais suas conquistas. O título dele foi extremamente merecido, pois foi o único que terminou as 3 corridas, o que prova a capacidade técnica invejável dele. Parabéns John! É sempre uma honra poder disputar com um competidor tão habilidoso!

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Fernando Tumushi

Você venceu em Mônaco, como foi a sua vitória, conte-nos:
Foi uma corrida dificil, embora tivemos poucos participantes, a batalha é mais consigo mesmo para conseguir completar as 62 passagens sem acertar os muros. Terminei como os pilotos de outrora, cheio de dores, mas feliz pelo feito realizado.

Qual o segredo de um corrida de longa duração, para você?
Não existe um segredo para provas de longa duração. A fórmula todo mundo já sabe, ter calma, concentração, preparo físico e muitas vezes sorte, muita sorte. Em um evento como esse em mônaco, o desgaste físico é alto, apesar de não termos a força G em uma simulação, mas o fato de ter de segurar um carro sem asas e com pneus finos, por 1:30h, faz com que vc sofra um bocado.

O que você achou do evento?
Esta corrida em especial, deveria ter um pouco mais de reconhecimento por parte dos integrantes da liga. É um evento diferente, onde a habilidade e os fatores que descrevi acima são postos à prova e infelizmente apenas 9 pilotos apareceram. Embora tenhamos em menos da metade da corrida, apenas 2 pilotos disputando, essa prova de toda forma, seria mais uma briga comigo mesmo do que com os outros pilotos. Por sorte em alguns momentos ganhei a corrida e o John o campeonato.

Fale um pouco sobre o título do John White:
O john é um piloto fora de série, ele não tem mais nada a provar, para que seja considerado um dos melhores pilotos em atividade em nossa liga, se não o melhor. Extremamente cauteloso, frio e inteligente, conseguiu completar todas as provas da tríplice, e todas no pódium. Com um histórico deste, não tem como não ser campeão, fez por merecer e é muito justo que o título tenha ficado com ele...

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John White

Mais uma vêz tenho o privilégio de ter sido campeão de um de nosso campeonatos da GPLBrasil, desta vez a Tríplice Coroa que foi composta de três etapas nas mais famozas pistas de todo o mundo; Indianápolis / Le Mans / Mônaco.

Nem preciso dizer que o campeonato foi extremamente difícil, mesmo sendo aparentemente simples, pois seriam apenas três corridas, mas nessas três provas corremos o equivalente a seis corridas normalmente aplicadas em nossa liga, ou seja a cada prova andávamos o equivalente a duas corridas completas com o agravante de que não havia a possibilidade de se usar o shift-r, recurso que sem a qual a margem de erro passava para praticamente zero.

Na primeira etapa em Indy, decidi usar um carro que surpreendeu a todos meus rivais, primeiro pelo desempenho dele (BRM) que já não apresentava o melhor conjunto, e segundo pelo fato de que minha classificação foi inesquecível. Durante praticamente todo o qualy, permaneci na pole-position, perdendo-a a instantes finais que entecediam a largada.
Mesmo assim, sabia que a corrida prometia grandes mudanças e oportunidades de disputas acirradas.
Antes mesmo da largada já tinha bem definida qual seria a minha tática para a prova (cautela), assim tentei comboiar o nosso hermano Fontana (excelente piloto) no primeiro quarto de prova...mas como corre sangue nas veias, ainda no início da corrida arrisquei algumas manobras realizando a ultrapassagem sobre ele, que tentava se recuperar até que conseguiu o feito.
Na verdade seu carro tinha muito mais força de que o meu, ou seja, na reta sua velocidade final era superior a minha, de modo que ele atráz de mim me incomodava muito e o inverso não era o verdadeiro...

Desse modo durante pouco antes da metade da corrida apenas o acompanhava, sem tentar nada, oque permitiu que nós dois abríssemos boa distância sobre o terceiro colocado. Mas como estava sempre ligado, na primeira oportunidade que encontrei, e aproveitando a ajuda das circunstâncias de que nós faziamos ultrapassagens sobre retardatários, realizei a manobra sobre ele, e consegui abrir pelo menos um segundo de diferença, oque para uma pista como Indianápolis é uma vantágem considerável. Com isso consegui manter o ritimo e consequentemente a distância passou a aumentar pelo fato de que ele não tinha mais a possibilidade de pegar o meu vácuo. Depois disso acho q ele teve problemas, e então depois do segundo quarto de corrida passei a economizar o equipamento para chegar ao fim da prova.

Então, para mim, o segredo de uma corrida de longa duração é se manter calmo, ficar atento as oportunidades e aproveitá-las sem correr riscos, além de poupar equipamento sempre que possível e largar com gasolina para a corrida toda.

Por isso creio que esse campeonato, por mais curto que seja, se apresenta como um dos maiores desafios que podemos encontrar em nossa liga e me sinto um verdadeiro piloto quando venci as disputas.

Em Le Mans, tive algum azar, mas ainda consegui uma boa colocação e em Mônaco, o palco da decisão, consegui andar muito forte largando na pole e como não precisava me arriscar, e nem vencer decidi não correr riscos, não que isso tenha sido o fator sinequanom para a vitória do Tumushi, acho que ele fez um excelente trabalho na corrida de Mônaco, e é claro que queria ter vencido essa, mas o título está de bom tamanho e estou muito satisfeito com isso.

Obrigado!

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É isso amigos, esperamos que tenham gostado e voltaremos com notícias sobre o final da 6ª temporada, que está pegando fogo e novidades da Liga para o ano de 2010, que são muitas, aguardem!

[]'s

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Problemas no Fórum

Olá pessoal!

Como vocês provavelmente perceberam, estamos passando por problemas no fórum. Correr com asas pela primeira vez dá nisso! Vejamos os paralelos entre a nossa primeira temporada com os bólidos de 1969 e a primeira, e única, obviamente, temporada de 1969 em 1969.

Jacky Ickx, como nós, teve problemas no início da temporada.
Nossa primeira prova, em Zeltweg, foi tumultuada. Sofremos com telas congeladas e abandonos forçados e ficamos todos receosos. Para piorar, os problemas continuaram!

Lembram-se que tivemos que mudar a pista da segunda etapa?
Originalmente seria em Donnybrooke, mas para evitar desgraça similar à austríaca, fomos para a Itália correr no infalível circuito de Monza.


Jochen Rindt percebendo, de um horrível modo, que os problemas continuavam.
Como em 1969, os "Cartolas" foram eficientes. As pistas foram re-testadas e aprovadas. Alguns pilotos, Fernando Tumishi principalmente, continuaram com desconexões e congelamentos, mas o problema principal parecia ter sido resolvido.
Mal sabíamos nós, que o pior estava por vir.

Campeão da temporada anterior, Graham Hill foi atirado de seu carro após esse acidente. Sofrendo graves ferimentos, o ingles ficou de molho por um bom tempo.
Nosso querido fórum, a base da GPLBrasil, o alicerce de nossas competições, a casa dos nossos pilotos virtuais resolveu dar um sério problema.
Por motivos até hoje não compreendidos, estamos com dificuldades.
Porém, não é o fim de tudo.
Há uma maneira fácil de contornar esse empecilho. E aí vai a receita! Tome nota.
Abra um site de proxy. Não sei se funciona com qualquer um. Esse aqui (http://www.hidemyass.com/) é certeza e, portanto, recomendável.
Nele, digite o endereço de nosso fórum, "gplbrasil.forumeiros.com", e pronto!
Não é a mesma coisa que o original, eu sei. O próprio Hill nunca foi o mesmo depois do acidente, mas é uma maneira de não ficar por fora dos assuntos do fórum.
Após uma temporada conturbada, Monza foi palco de um dos finais de temporada mais incrívies da história da F1.
Aliás, informamos que não haverá adiamento de nenhuma data! A próxima etapa é a final da Tríplice Coroa, Monaco, com início às 18:30 no dia 13/12.
E para que conste, o pessoal do Conselho está discutindo sobre o que fazer para evitar problemas como este novamente, portanto, provavelmente teremos novidades daqui algum tempo.
Por enquanto, não pedimos desculpas pois não é culpa nossa! Mas esperamos, e temos certeza de que teremos, a compreensão de todos!
Logo voltaremos ao nosso serviço normal.